segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Boa corrida da equipa W52-FC Porto-Mestre da Cor, culminada com Vitória na etapa final, por Amaro Antunes, na Volta ao Algarve de Ciclismo


Amaro Antunes, do FC Porto, ganhou a última etapa da “Algarvia”, no Alto do Malhão, no encerramento da Volta ao Algarve e conseguiu posicionar-se entre os cinco primeiros, acabando em 5° na Classificação Individual Final.

Ganhar uma etapa e ficar assim bem classificado numa prova onde estavam alguns dos melhores do mundo, com equipas e ciclistas de escala superior, é qualquer coisa de relevo. Diante de tão boa conta dada pelo melhor posicionado dos representantes de equipas portuguesas na mesma competição, como expoente duma ótima prestação do conjunto portista.

Além da vitória individual na etapa rainha e final da Volta ao Algarve, Amaro Antunes ficou ainda em 2º na classificação por pontos e em 3º na Classificação Geral da Montanha, enquanto a equipa W52-FC Porto-Mestre da Cor se colocou na oitava posição da classificação coletiva, entre as vinte equipas participantes.


Amaro Antunes esteve então em alta pedalada na decisão triunfante da quinta etapa de tão concorrida Volta, que teve o esloveno Primoz Roglic (da Team Lotto NL-Jumbo) como vencedor da geral Individual na 43.ª Volta ao Algarve.


Amaro Antunes, um dos três reforços da equipa portista na presente época, está efetivamente a ter um bom desempenho no começo da temporada: Depois de se ter classificado em 3º entre os melhores na etapa rainha da Vuelta a la Comunitat Valenciana, voltou a brilhar agora entre os grandes nomes do WorldTour conquistando a etapa rainha da Volta ao Algarve.

Armando Pinto
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Reinaldo Teles - Um Homem Fiel do FC Porto


Porque a Memória Portista se faz também fazendo memória  passe a redundância mas com extensão propositada de reforço  e porque pode um motivo especial dar mote para algo que mereça lembrança, serve a preceito a passagem do dia de aniversário respetivo para aqui se fazer uma homenagem assinalável, ainda que por este simples meio, a um nome que figura gloriosamente na História do FC Porto, como é o caso de Reinaldo Teles: Dirigente para sempre ligado a grandes momentos do futebol azul e branco, associado a grandes alegrias da família portista.  


Com efeito, segundo dados conhecidos de publicações normais, neste dia “faz anos” o senhor Reinaldo Teles. Um senhor na vida portista. Sendo que no dia 14 de Fevereiro de 1950 nasceu Reinaldo Teles, figura emblemática do FC Porto, onde entrou como pugilista e mais tarde passou a ser chefe do departamento de futebol profissional do FC Porto, enquanto depois continuou como um dos diretores do FC Porto Futebol SAD e colaborador atento ao futebol do clube.


Dispensa muitas palavras o carisma de tal dirigente, mesmo porque sempre foi mais homem de ação que de palavras. Acrescentando-se simplesmente, como amplexo de parabéns, o que sobre o mesmo, personagem portista em apreço,  está registado no livro “FC Porto figuras  & factos 1893-2005”.


Armando Pinto
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Recordando um Nome Portista do passado: João Leite Faria, primeiro presidente da Associação de Futebol do Porto


Um grande Clube como o FC Porto sempre teve e terá grandes pessoas que honram a coletividade em terem representado o seu e nosso clube com ações dignificantes, desde os mais ilustres dirigentes e atletas, aos normais apoiantes, todos os que serviram e prestam serviços em prol do bom nome do Dragão. Em suma, quem cuida o FC Porto com grande dedicação.  

Entre a Gente do FC Porto que passou pela vida clubista, havendo associados mais lembrados e outros nem tanto, é de sempre evocar todos os que algum motivo leva a que em determinados momentos ou datas haja razão de fazer memória sobre eles, em torno do que representam na História do FC Porto. Tal como é o caso desta vez propício, em data coincidente com uma efeméride que, podendo nem ser feliz, calha para dar o mote.

Ora, como bem lembra a missiva oficial "Dragões Diário", a 9 de fevereiro de 1934 morreu «Leite Faria, sócio n.º 3 do FC Porto e primeiro presidente da Associação de Futebol do Porto. O nosso clube foi decisivo na organização do futebol nacional, primeiro através da criação de estruturas locais que regulassem um desporto ainda incipiente no nosso país. Leite Faria desempenhou um papel fundamental para tornar o futebol da região organizado.»

Em homenagem a esse associado portista e dirigente associativo que representou o FC Porto, recordamos tal vulto da história azul e branca. Curvando-nos diante de sua memória, através do que sobre ele está impresso na História do FC Porto escrita por Rodrigues Teles:


ARMANDO PINTO

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

À laia da lenda de D. Caio…


Em tempos que lá vão, quando aqui o autor destas linhas se sentava ainda no banco de carteira da escola primária, era useiro vir à baila uma descrição do livro de leitura, narrando a lenda de um tal D. Caio que pôs medo aos inimigos com fama que matava sete duma vez…

Tal o ditote dum conto popular português sobre um alfaiate medricas mas fanfarrão, que gostava de se gabar. Fingindo-se de valente, a pontos de por uma vez ter tido a sorte de com uma palmada ter morto sete moscas, a partir dali se ufanar que matava sete de uma só vez, levando a confundir ser sete pessoas ou coisa que assim valesse. O que chegou aos ouvidos de seu rei e levou a que esse gabarola fosse posto a substituir um guerreiro desaparecido em combate, conhecido por D. Caio, muito temido por sua valentia. E o certo é que o fala barato, colocado no cavalo antes montado pelo D. Caio e posto a cavalgar a galope, com tamanho susto desatou a gritar: - eu caio, eu caio. Ouvindo tal, em confusão, os inimigos pensaram que o temido guerreiro estava vivo, e sem olhar para trás desataram a fugir… como contava a história.

Ora desta vez, no caso que faz lembrar esse conto, não foi por bazófia a história, mas por alarde de antecipação, que um só até parece ter chegado para sete. Tal o que mais parece da fotografia de ilustração… Quão certo é que num Tiquinho do campo, em pleno relvado do Dragão, um só, o atacante Soares do FC Porto chegou para sete… e restantes, até, quantos os que estavam à sua beira. Pois eram mais, com os onze que vestiam a camisola do clube adversário e outros… os da outra camisola tradicionalmente mais adversos ainda. Enquanto o povo, nas bancadas e em tudo o que era sítio onde se viu, ouviu e leu sobre aquilo, gritava a cada golo (como que pensando, pela certa): nós cá matamos aos milhões! – pelo menos (em desejos e manias), os adeptos do clube do outro lado do campo e, por junto, extensivamente, também os tais fanfarrões que se gabam de ser mais que nem eles sabem quantos milhões…!  


Armando Pinto 
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Entrega do Trofeu de Ciclismo da Melhor Equipa de Elite do Ano 2016


Teve lugar no sábado passado, do fim de semana inicial de fevereiro, a entrega do trofeu correspondente à melhor equipa de elite do ano de 2016 - com nome de Melhor Clube.
Em cuja cerimónia, de abertura da época ciclista em Portugal, a equipa W52-FC Porto recebeu esse prémio de melhor clube em 2016. 

Estando a equipa azul e branca em Espanha, composta por oito ciclistas participantes na Volta à Comunidade Valenciana, naturalmente com a liderança diretiva do ciclismo portista a acompanhar tal representação clubista, e tendo ficado em Portugal apenas alguns ciclistas  restantes do plantel da presente época, esteve na ocasião um delegado do FC Porto a representar a formação azul e branca, cabendo ao Dr. Paulo Romero ter assim recebido em mãos o correspondente galardão oficial.

Armando Pinto
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OBS.: Informação e foto colhidas em espaço informático da equipa W52-FC Porto-Mestre da Cor.

A. P.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

O Porto é "Fixe"! Grande e importantíssima vitória sobre o Sporting de Lisboa em futebol, põe o país desportivo mais verdadeiro!


O FC Porto venceu categoricamente o Sporting na noite deste primeiro sábado de fevereiro, de início ao tempo de fevereiradas, as tradicionais “febreiradas” de chuva abundante. Com um autêntico banho de bola, como se costuma dizer, a condizer com esta época chuvosa.


Pois é. O Porto vence o Sporting, diante duma boa exibição da equipa principal do futebol portista, na estreia de Tiquinho Soares com a camisola azul e branca e logo como autor dos dois golos da turma portista, numa boa prestação de toda a equipa, mais uma portentosa exibição de Iker Casillas, que segurou a vitória.


Com uma vitória assim e pelo protagonismo de Soares, pode-se mesmo dizer, pegando num conhecido slogan relacionado com o nome (…), que, com todos os que jogaram e todos os que participaram na energia desta vitória, desde os responsáveis técnicos aos apoiantes, o FC Porto é fixe… mesmo! Fixe [fiche] e fixo, sempre grande.


Felizmente correu bem, como se diz. Porque dias antes podia ter sido dado internamente um abalo na moral dos adeptos apoiantes, perante a dispensa de Kelvin a escassas horas, por assim dizer, de tão importante jogo como era este “clássico” no Dragão. Não pelo empréstimo, embora sem que mais uma vez haja sido dado grande tempo para o Kelvin se voltar a mostrar por cá, mas sobretudo por ser uma contrariedade, no momento em que foi, para a moral que a presença desse referencial já estava a dar, na perspetiva da força do tal famoso e inesquecível minuto 92. Felizmente, repete-se, tudo acabou bem e agora há que olhar em frente, sem contudo perder o norte, como quem diz, com noção de que se antes nem tudo estava mal, também agora não estará tudo bem. Há que ter cabeça, muita vontade, força conjunta e muita confiança no futuro.


Para já temos de continuar a contar com o contra das arbitragens, como se viu neste jogo em que foi negado ao Porto mais um penalti (não tendo nada a ver quanto ao que foi pedido da outra parte, sabendo que a lei protege os braços à frente do corpo, conforme ainda recente apreciação dos poderes da arbitragem sobre outro acaso). Enquanto, ainda neste jogo, foram também perdoadas duas expulsões de jogadores da equipa adversária, pelo menos, além de ter sido permitido os sportinguistas abusarem de dureza, talvez não por serem quem eram e são, mas por interessar a outrem outro resultado…

Assim sendo tem de continuar a haver muita união da família portista, porque o sistema da treta continuará a tentar tudo, sem olhar a meios, para tentar dar colo a um possível tetra… de quem nunca conseguiu isso.  


Estamos a chegar à frente, o que vai causar tempestade por estes tempos de inverno também no sistema futebolístico nacional. Obrigando a redobrada atenção e a fazer das tripas coração, com garra, como se já vê a equipa orientada pelo Nuno colocar em campo, a pontos que até o Brahimi soube defender e lutou bem, desta vez, a desdobrar colegas até, como exemplo de que começamos a ter mais jogadores à Porto, na linha de Danilo e outros. E com Casillas em grande, a dizer que temos um guarda-redes de grande categoria.


Para já está porreiro o campeonato. Como foi boa esta vitória, importantíssima por tudo e mais alguma coisa…!


Armando Pinto

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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Inícios e consolidação do Hóquei em Patins do FC Porto (resumo histórico)


"O Hóquei em Patins entrou no FC Porto na década de quarenta, tendo sido em 1944 que o clube «tomou parte em provas oficiais, inscrevendo-se em todos os torneios regionais…». Constituíam a “equipa da fundação” os hoquistas António Castro Lacerda, Álvaro Almeida, António Joaquim Costa, António Brandão, Gualdino Leite, José Arches Carvalho, Delmiro Silva e Alberto Lima Ruella».

Viria então, em 1944/45 a pioneira equipa portista a classificar-se em último lugar do Campeonato Regional, também disputado por poucas equipas, «o que “não foi de estranhar” dada a falta de recinto para treinar e de orientador capaz», como se pode ler na revista “Vida do Grande Clube Nortenho (2)”, segunda brochura da coleção Seleções Desportivas (editada em 1978).

Como testemunho dessa antiga realidade, juntamos um exemplo de notícia coeva, dada à estampa na revista Stadium em seu número de 29 de Maio de 1946, aludindo a anterior experiência, quanto à participação duma equipa do FC Porto na época anterior (1944/45).


Contudo, a sua existência sofreu, de permeio, uma interrupção nas atividades, após um curto período de competição entre 1944/45 até 1946. 

O hóquei estava a desenvolver-se com maior força no Sul do país, enquanto a Norte poucos eram os clubes que ainda se dedicavam a esta modalidade jogada sobre patins, sendo mais na área do Porto que se encontravam equipas de hóquei patinado, entre clubes que praticavam modalidades de rinque, normalmente ao ar livre. Então, o FC Porto aparecera com uma equipa sénior, mas por pouco tempo, à falta de recinto próprio, pois que mesmo as outras modalidades no clube, como o basquetebol, por exemplo, andavam por diversos rinques, enquanto o campo da Constituição era usado pelo futebol e andebol de onze.

Assim sendo, só mais tarde, e com a construção de um rinque de cimento na Constituição, o hóquei em patins reapareceu no FC Porto. Tendo a secção sido depois reativada já a meio da década de cinquenta, mais concretamente em 1954, por exigência dos sócios, «a pedido do público e até dos clubes adversários», devido ao fascínio que sua prática despertava no país a nível da seleção nacional e por reconhecimento de necessidade «da presença duma equipa portista nas competições, com vista a poder ser desenvolvida a modalidade…»

Então, só na década de cinquenta foram obtidos os primeiros títulos, tendo em 1955/56 sido conquistado o Metropolitano da 2ª Divisão, fase Norte, mais conhecido ao tempo por Campeonato Regional (mas que dava título de Campeão do Norte), ascendendo por isso o FC Porto à 1ª Divisão. Constituíam a equipa da época (do Campeonato da II Divisão), entre outros, Campos (que veio do Paço de Rei), Luís Sousa Mota (do Paredes), Acúrcio Carrelo, Ruben Lopez, Lito Gomes de Almeida e Abílio Moreira. Era chefe de secção o então dirigente Melo Cruz e treinador o Dr. Mário Aragão, no regresso do FC Porto à modalidade.

= Equipa do F C Porto, campeão da 2 ª Divisão Regional do norte em 1955/1956. No retorno à competição (sendo este o primeiro ano de competição após curto período entre 1944/45 até 1946). 


A formação da equipa por esses tempos era acrescida da curiosidade de então estar incluído um hoquista-futebolista, Acúrcio Carrelo, o qual acumulava a prática hoquista com o futebol (sendo então Acúrcio guarda-redes de futebol da equipa principal do FC Porto), mais um aderente hoquista-basquetebolista, Ruben Lopez (este por sinal até jogador-treinador do basquetebol portista, nesse tempo).


Acúrcio Carrelo foi, ainda, o 1º internacional do clube nesta modalidade, tendo em 1957 feito parte da seleção portuguesa presente no Torneio de Montreux, marcando inclusive 6 golos; e depois no Europeu, nesse mesmo ano em Barcelona, onde fez 2 golos; sendo por fim selecionado para a Equipa da Europa que defrontou a Espanha, em cujo prélio contribuiu com 3 dos cinco golos dessa turma do chamado “Resto da Europa”.

= Seleção Portuguesa, em 1957, Taça das Nações de Montreux - com Acúrcio ao centro, em primeiro plano (na fila de baixo) =

A carreira desse avançado Carrelo do hóquei não foi mais além, porém, por entretanto ter acabado essa dupla função com a chegada do profissionalismo ao futebol, enveredando Acúrcio apenas pela sua prestação como guarda-redes do futebol portista, entre outras situações, como aconteceu à mesma com Morais, que também jogava hóquei (e ainda Pinho, igualmente “nosso” guardião de futebol, que ao tempo também acumulara na defesa da baliza do Andebol azul e branco).


Evoluiu a modalidade no clube com reforço da equipa já nos inícios da década de sessenta, havendo em 1960 sido atingido ponto de realce na conquista do Campeonato Regional da 1ª Divisão, de permeio com o ingresso de Joaquim Leite, oriundo do hóquei em campo do clube e durante algum tempo também atleta que acumulou as duas modalidades, mais Alexandre Magalhães, histórico "capitão" da equipa durante anos, e outros.

= Equipa do F C Porto, Campeão do Norte de Portugal em 1960

Começara por esse tempo a haver resultados da formação de jovens que se tornaram revelações…
  

Até que a meio da mesma década de sessenta apareceram jovens valores como Hernâni e Cristiano, e vieram Ricardo e Castro, mais João Brito (que fizera parte da equipa da transição dos anos cinquenta até ao título de 1960 e, depois de alguns anos fora do clube, regressava entretanto). Começando a afirmar-se o hóquei portista no panorama nacional, sobremaneira ao atingir alto patamar com a conquista do “Metropolitano” da 1ª Divisão em 1969, sendo diretor da secção Jorge Nuno Pinto da Costa e treinador Laurentino Soares.

= Campeões Metropolitanos - 1969 =

Eram então tempos em que a categoria de Cristiano dava expressão ao conjunto de valores que se foi juntando no grupo azul e branco. Havendo de permeio o hóquei do FC Porto sido honrado em 1968 com a escolha de dois jovens hoquistas para a seleção portuguesa de juniores, Cristiano e Castro, tornados então os primeiros internacionais desse escalão da modalidade do clube. Glória acrescida de em 1969 os mesmos, junto com os colegas de equipa António Júlio e Fernando Barbot, se terem sagrado campeões europeus de juniores com a seleção portuguesa, em Vigo (e, volvido um ano, Cristiano de novo repetiu a proeza, juntando em 1970 a função de capitão da equipa que levantou o trofeu europeu).


É dessa fornada a formação perpetuada na imagem que se junta, de 1970, quando pela segunda vez consecutiva a equipa do FC Porto alcançava o lugar de vice-campeão nacional (em cujo verso da mesma foto ficaram impressos os respetivos autógrafos). Equipa que posou à posteridade aquando da disputa do Metropolitano, vendo-se no 1º plano, a contar da esquerda: J. Leite, João de Brito, Cristiano, Castro e Ricardo. Em pé, a partir da esquerda: Hernâni, Zé Fernandes e António Júlio.


Entretanto, em 1969/70, mas já com a primavera de 1970 a florir, o FC Porto entrou nas competições europeias de hóquei, em estreia internacional, como representante oficial português na então Taça dos Campeões Europeus. Havendo iniciado a participação eliminando o campeão alemão (de cujo encontro se anexa foto de conjunto das duas equipas) e por fim discutiu as meias-finais taco a taco com os espanhois do Reus.


Na continuidade da prática hoquística no FC Porto, Cristiano foi chamado à seleção nacional de seniores, acrescendo em 1971 ter feito parte da seleção vencedora do Europeu, para cujo alcance contribuiu com golos decisivos, para gaudio de seus admiradores e enriquecimento dos pergaminhos da secção de hóquei em patins do FC Porto.


E daí em diante Cristiano Pereira passou a ser presença assídua nas seleções representativas de Portugal, sendo durante muitos anos o único do FC Porto a ser escolhido para essas equipas de seniores, com exceção de um ano em que Brito foi também incluído na seleção para os jogos mundiais e noutro Castro foi ao Europeu, conquistando o título correspondente com a camisola das quinas

= Cristiano recebendo uma prenda do clube, das mãos do Presidente Afonso Pinto de Magalhães, pela sua participação na seleção portuguesa que venceu o Europeu de 1971 =

 A partir daí o hóquei foi crescendo dentro do clube, sempre na disputa dos primeiros lugares. Tempos em que as camadas jovens alcançaram primeiros títulos nacionais, com a obtenção do título nacional de juvenis em 1971 e o de Juniores em 1973/74. Contando no plano diretivo também com grandes dedicações, como aconteceu com Fernando Barbot (pai de tres hoquistas que fizeram história no clube), Sampaio Mota, César e Dinis Brites, etc. Enquanto como treinadores tiveram trabalho de marca Alexandre Magalhães, António Henriques, João Brito e outros. Ficando na memória diversas lavas de hoquistas, desde uns Joel, Prezas, Nora, Beleza, Campos, Augusto, Orêncio, Jorge Câmara, Luís Caetano, Soares Pereira, irmãos Reis, Chalupa, Fanan, Vale, etc, etc. Sem esquecer o carisma da arte e engenho do "mecânico" sr. Óscar Amaral.


Até que também nos seniores, depois de sucessivos anos em que o título nacional fugira por “uma unha negra”, em 1981/82, adveio primeiro a conquista da europeia Taça dos Vencedores das Taças, entre diversas provas, em vários níveis.


E finalmente em 1982/83 foi obtido o 1º lugar no Campeonato Nacional, acrescentando nesse ano mais outra Taça das Taças da Europa, estava Vladimiro Brandão no comando da equipa, bem como Ilídio Pinto e João Baldaia na gerência. Com a nova vaga de hoquistas que foram engrossando a galeria de Internacionais, passando depois a serem selecionados já vários hoquistas do FC Porto, sucessivamente. Apareceu aí a geração de Vitor Bruno e depois Vitor Hugo, um novo expoente da modalidade em seu tempo, mais os Alves, Domingos, Realista, Franklim, Tó Neves, Filipe Santos, Allende, Reinaldo Ventura, Edo Bosch, etc, etc, etc. 


Desde então o clube habituou-se a ser Campeão Nacional, com forte hegemonia durante largos anos e entretanto mantendo-se normalmente entre a dianteira das classificações (quantos os demais títulos nacionais). Juntando mesmo títulos de Campeão Europeu (1985/86 e 89/90), Taça CERS (1993/94 e 95/96), Supertaça Europeia/Taça Intercontinental (1985/86), mais Taças de Portugal, Supertaça Nacional, (em números sempre a crescer, ano a ano) etc. e tal…!. Com Cristiano, Zé Fernandes, António Vale, Vítor Hugo Silva e Franklim no comando das sucessivas equipas portistas.


Tudo isto e mais, em longo percurso que teve muitas e boas mãos a levarem a bola nos setiques, tendo passado pelas fileiras de Campeões grandes nomes da modalidade, atletas que de Dragão ao peito deram grandioso contributo para tal galeria de troféus. Até aos atuais Helder Nunes, Gonçalo Alves, Reinaldo Garcia, Vitor Hugo Pinto, Ton Baliu, Nélson Filipe, Carles Grau, Jorge Silva, Rafa, Telmo, mais o treinador Guillem, o dirigente Eurico Pinto e sua equipa de retaguarda, incluindo o "mecânico" Carlos, o roupeiro, o massagista, o médico, etc. etc. 
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Armando Pinto
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