Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Mais uma “noite europeia” vitoriosa do F C Porto


UEFA Champions League/Liga dos Campeões Europeus, grupo G, 2.ª jornada: Futebol Clube do Porto, 2 - Chelsea Football Club,1 (Marcadores- André André, aos 39 minutos; Willian, aos 45+2m; e Maicon Roque, aos 52 m)



O F C Porto venceu o Chelsea de Londres, superando Mourinho, o tal que desde que não quis festejar a Liga dos Campeões pelo Porto costuma não ser feliz no Dragão.

Vencida mais uma vez essa poderosa equipa treinada por José Mourinho, o F C Porto continua a ser a única equipa portuguesa a derrotar essa formação londrina, voltando a ser Porto de excelência, como o vinho do mesmo nome que é nobre nas mesas inglesas.


Fica em boa memória este jogo em que, além da importante e valiosa vitória portista, também hoje Casillas se tornou o jogador com mais presenças na Liga dos Campeões, máximo em que presentemente é único (deixando assim de o dividir com o compatriota Xavi Hernandez, como até esta noite acontecia). Em Iker Casillas, quantidade é sinónimo de qualidade e ontem mesmo o “Goal.com” divulgava que os seus leitores consideraram o “nosso” espanhol como o melhor guarda-redes da história da Liga dos Campeões, à frente do italiano Buffon.


Desta forma, o FC Porto conquistou os três pontos em jogo, graças a uma grande segunda parte, materializada por um golo de Maicon, e a uma primeira quanto bastou, marcada por mais um golo de André André e um golo sofrido de livre, sem que o guarda-redes portista conseguisse ver a bola partir, por erro de comunicação acontecido entre os defensores. Fora isso, portou-se toda a equipa muito bem. Sendo uma equipa forte, como é, apesar de nem sempre conseguir ser e impor-se como o valor dos elementos deveria patentear.


Fica o sabor de mais uma boa vitória. Mais uma lição de como se deve poder (conseguir) ser…!


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Armando Pinto

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Em tempo de mega e maxi-aniversário Portista: Hóquei em Patins do F C Porto a rolar… com trofeus para o museu e boas indicações ao futuro!


Estamos em pleno dia de duplo aniversário, do F C Porto e de seu e nosso museu, algo que muito diz ao mundo portista. Antes disto, mais precisamente de véspera, em fim de semana festivo de chegada ao 2º aniversário do Museu F C Porto by BMG e 122º aniversário da fundação do F C Porto, o hóquei em patins portista apressou-se a prendar a efeméride. Pois que a equipa principal de hóquei portista soma e segue com mais um trofeu para o mesmo museu do Dragão, ao ter vencido o Torneio Internacional da Cidade do Porto de hóquei.


Com esta vitória do torneio portuense, organizado pelo Clube Infante de Sagres e realizado durante o sábado e domingo, a equipa sénior de hóquei patinado portista venceu mais um trofeu, em torneio de pré-época, a juntar a recente sequência de triunfos nos Torneios de Espinho, Valongo e Braga, almejando assim bom pecúlio com um braçado de trofeus para serem admirados e preservados no museu do clube. Onde, como é normal haver lugar para o mais recente galardão conquistado, o trofeu hoquista do Torneio Internacional da Cidade do Porto terá essa honra por esta altura do respetivo segundo aniversário. Que melhor forma de festejar este dia especial com a colocação dum adereço afetivo ainda de tão fresca posse ?!


Assim, desta forma, com este reconhecimento comemorativo, associamo-nos ao duplo acontecimento aniversariante, qual é o aniversário festejado ao quadrado, do museu e do clube. Deste modo particular, desta vez, em virtude de em anos anteriores aqui termos desenvolvido o tema do aniversário clubista, cujo sentimento continua a ser o mesmo, numa junção de simbologia como se considera no caso do vinho do Porto – “quanto mais velho, melhor”!

– Convém referir, em acrescento (à imagem ao lado), que o meu atual cartão de sócio é azul, depois de ter tido um prateado durante anos e de permeio ter recebido a roseta de prata, há muitos anos, por entretanto haver interrompido a respetiva ligação, por motivos particulares. Cuja inscrição foi retomada, depois, aquando da admissão de meu primeiro neto, associado tal como o segundo, já também. Assim como não sou calvo, como a foto que veio no cartão pode induzir, tendo aliás até farta cabeleira, embora em tons grisalhos, cinzento-esbranquiçados também. Entre curiosidades que o cartão não contempla, bem como o facto de pagar cotas quase sem poder ver jogos “a doer” (muito), para não abusar da máquina cardíaca, nestes tempos que correm. Etc. e tal. E Bibó Velho!


Posto isto, assinale-se então a mais recente vitória do F C Porto numa prova de regularidade, ao longo de mais que um jogo e com atribuição de objeto simbólico glorificador, como é um trofeu  alusivo da posição vencedora. Tendo a equipa principal do FC Porto Fidelidade conquistado o torneio organizado pelo clube vizinho, com o nome do Infante nascido no Porto. Vitória concludente, esta, obtida neste domingo, coroando o jogo da final, ao derrotar a Juventude de Viana por 5-2, depois de na véspera o F C Porto ter superado o anfitrião Infante de Sagres, enquanto os hoquistas do Viana eliminaram o Genève, da Suíça. 


Foi o corolário perfeito de uma pré-temporada em que os Dragões somaram por vitórias todos os jogos disputados, de preparação para 2015/16, num percurso passado pelo Torneio Solverde, em Espinho, pelo Torneio de Valongo e o de Bracara Augusta, em Braga, até término no Torneio do Infante de Sagres/Cidade do Porto, tudo em encontros transmitidos diretamente pelo Porto Canal (cujas difusões estão a fazer com que agora qualquer adepto residente em qualquer ponto do país já possa seguir as carreiras das equipas do F C Porto, a pontos dos atletas do clube serem mais conhecidos, de nome e visualmente, da generalidade dos seguidores à distância das modalidades desportivas, frise-se).

Com este desempenho, está lançada boa expetativa para a campanha da época hoquística que se avizinha, sob a orientação do treinador Guillem Cabestany e perante as esperanças fundadas no valor duns Gonçalo Alves, Helder Nunes, Jorge Silva, Edo Bosch, Nélson Filipe Magalhães, Vitor Hugo, Reinaldo Garcia, Rafa, Telmo Pinto e Álvaro Morais (jovem que ao serviço da Seleção Nacional sub-20 se sagrou campeão do Mundo dessa categoria, na noite de sábado último, juntamente com o júnior Diogo Casanova).

Assinale-se que na abertura do torneio da Invicta, em apreço, o Infante de Sagres homenageou alguns dos seus hoquistas históricos, de modo a lembrar às gerações do presente alguns dos valores que no passado elevaram o nome do clube em grandes saraus hoquistas pelos rinques do país.

= Equipa do F C Porto na cerimónia protocolar de abertura, durante a homenagem a algumas figuras do hóquei nortenho do passado. =

A propósito, olhando para tempos antepassados de nossa casa, relembre-se que todo o belo palmarés que o hóquei em patins do F C Porto possui começou nos idos anos de finais da década de sessenta, com a conquista de um campeonato que nesse tempo tinha amplitude a nível do continente português, de sagração do campeão da Metrópole, em tempo de existências das colónias ultramarinas (com cujos representantes havia disputa da fase final, depois). Tendo então o F C Porto conquistado essa prova, o chamado Campeonato Metropolitano, em 1969 - tendo como treinador Laurentino Soares e alinhando com Cristiano, Alexandre Magalhães, José Ricardo, Joaquim Leite, João Brito, Hernâni Martins, Castro, e alguns outros, como Rui Caetano, Joel, António Júlio, etc.

= Cristiano, Magalhães, Leite e Júlio =

Desse tempo são as imagens coevas, de arquivo do autor, que publicamos aqui junto, recordando a fisionomia desses hoquistas ainda do tempo das balizas quadradas de madeira, e lembrados assim na pertinência do tema.

= Brito e Ricardo =

= Joel e Hernâni =

= Castro e Rui Caetano =

Armando Pinto


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domingo, 27 de setembro de 2015

Grande Prémio de Ciclismo do F C do Porto


O F C Porto tem organizado inúmeras provas e outros eventos desportivos, ao longo dos anos, conforme as circunstâncias. Entre iniciativas de cariz festivo ou de preparação e manutenção, desde jogos particulares, torneios, festivais, etc. Algo que em certos casos transbordou em realizações marcantes, figurando em material memorando, digno do museu do clube. Não tem sido lembrado, contudo, em publicações e cronologias, o facto do F C Porto ter tido uma prova clássica de ciclismo com o nome do próprio clube, caso merecedor de ser também do conhecimento portista.

= Imagem das capas dos livros/catálogo do "Grande Prémio de Ciclismo do Futebol Clube do Porto", referentes às edições de Agosto de 1981 e Julho de 1982 =

Como se sabe, o ciclismo representou um papel importante no crescimento institucional do F C Porto. Sendo, em tempos que no futebol não era possível haver muitas vitórias, quase uma válbula o desporto dos pedais, através da superioridade evidenciada pelos ciclistas das camisolas azuis e brancas. E, tal como ainda agora, por vezes, se no futebol a equipa portista se sente melhor no próprio ambiente, como noutras modalidades também se vê (coisa que tem de mudar, de uma vez por todas, urgentemente, pois não se entende como uma equipa grande como o F C Porto se deixa influenciar negativamente em terrenos de equipas ditas mais pequenas, em comparação, por exemplo)… já no ciclismo os homens das camisolas listadas à Porto percorriam até as regiões dos adeptos fieis, passando à maioria das terras e quantas vezes à porta de cada um dos bons apoiantes.


Nesse prisma, o F C Porto, em tempo de primazia ciclista do mundo portista, teve organização duma prova clássica corrida por etapas, tratando-se dum daqueles chamados Grandes Prémios que antecediam a Volta a Portugal em bicicleta. Havendo então Grandes Prémios com nome dos organizadores, normalmente jornais e outros órgãos de informação e sobretudo empresas de marcas comerciais e industriais. Tendo havido, por iniciativa do clube, também um Grande Prémio com o nome do F C Porto, a partir dos inícios dos anos sessentas, do século XX. O Grande Prémio de Ciclismo do F C Porto, com a participação de todas as equipas do pelotão nacional e até estrangeiras, das formações que estavam para participar na Volta a Portugal, que se seguia no calendário velocipédico nacional. Grande Prémio de Ciclismo do Futebol Clube do Porto esse, ao tempo, popularmente também conhecido por Grande Prémio do Porto. Curiosidade que explica alguma confusão historiográfica, algumas vezes, visto ter havido anteriormente uma chamada Volta ao Porto – que em 1958 foi ganha por Artur Coelho, do F C Porto.

= Mário Sá e Mário Silva, vencedores dos 1º e 2º Grande Prémio do FCP, em 1963 e 1964.=

Assim, o 1º Grande Prémio do F C do Porto foi para a estrada em 1963, sendo ganho por Mário Sá, ciclista do F C Porto; e teve continuidade com o 2º no ano seguinte, vencido por Mário Silva, também do F C Porto, em 1964. Com um interregno de permeio, a prova teve continuidade depois em 1967, ano em que triunfou Leonel Miranda, do Sporting,  repetindo a dose em 1968, em nova vitória do mesmo ciclista leonino. E em 1969 coube a vez a um represente benfiquista inscrever o nome na lista dos vencedores, tendo aí vencido Manuel Luís (Anastácio) do Benfica. 

Depois, sobreveio entretanto uma interrupção mais longa. Enquanto, anos volvidos, numa outra corrida com nome idêntico, em 1978 Venceslau Fernandes, nesse ano em representação do F C Porto, venceu uma chamada Volta ao Porto. 

Até que em 1981 foi reativado o Grande Prémio do F C Porto, em ano comemorativo do 75º aniversario do clube (pela antiga data, antes de ter sido oficialmente reconhecido o verdadeiro ano da fundação). Tendo então triunfado Fernando Fernandes, ciclista do F C Porto que terminou o percurso de várias etapas em 1º lugar na classificação geral do 6º Grande Prémio do F C Porto. Seguidamente, em 1982 triunfou António Alves, igualmente do F C Porto. Voltando a haver repetente de seguida, pois em 1983 venceu novamente António Alves, o mesmo do F C Porto. E, a partir daí, como o F C Porto suspendeu a categoria de Seniores A, inicialmente, e posteriormente toda a atividade da secção, naturalmente não teve continuidade o Grande Prémio do F C Porto, até agora.


= Os dois últimos vencedores do Grande Prémio do F C Porto: Fernando Fernandes (com a camisola de Campeão Nacional de Fundo, título obtido enquanto ciclista do F C Porto no mesmo ano em que venceu o Grande Prémio do FCP, em 1981) e, ao lado, António Alves, vestindo a camisola do F C Porto, com a qual venceu o mesmo Grande Prémio em 1982 e 1983 (e, mais tarde, também foi vencedor duma edição da Volta a Portugal, com outra camisola, depois já do F C Porto ter abandonado a modalidade). =

Armando Pinto

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NOTA BENE: Na ilustração deste artigo, as imagens com a marca A. P. são do arquivo particular do autor; enquanto as restantes, com a devida vénia, são de espólio documental do blogue “dragãodoporto”.

A.P.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Jaburu – O “Flecha Negra” do F C Porto


Hoje temos o Aboubakar, que tem sido certinho a marcar golos, no tempo decorrido da época presente, em inícios desta temporada de 2015/16. Como antes tivemos alguns outros artistas da arte goleadora futebolística, ao longo dos tempos. Entre os quais figurou um portentoso avançado de que falam crónicas e se ouvem e lêm memórias: o célebre Jaburu.

Pois vem a propósito recordar agora Jaburu, quando faz anos que ele se estreou no F C Porto. Perfazendo mais precisamente 60 anos, neste dia, que ocorreu o seu primeiro jogo oficial com a camisola das duas listas azuis, em bonito padrão listado de azul e branco com golas brancas. Tendo sido, com efeito, a 25 de Setembro, corria o ano de 1955 que «uma verdadeira multidão acorreu às Antas para assistir à estreia de Jaburu, o "flecha negra", contra o Belenenses. A partida terminou empatada a um golo.»

Jaburu, nome de ave pernalta (de pernas altas) do espaço brasileiro, é o cognome com que ficou conhecido o artilheiro alto e de pernas longas que dava pelo nome de Jorge de Sousa Matos. Avançado-centro, à boa maneira do futebol de tempos românticos, que teve papel importante na conquista do Campeonato Nacional de 1955/56, cujo decisivo encontro se desenrolou em Lisboa, no terreno do Benfica, onde se registou um empate que permitiu definir o 1º lugar da prova e, assim, fez com que a receção no Porto se revestisse de efusivo banho de multidão.


Quanto à sua presença em momentos históricos do F C Porto e sobre sua fama, naquele tempo, deixamos alguns trechos ilustrativos, de literatura alusiva ao F C Porto.


Armando Pinto

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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Festejos de Golos do Porto, idênticos, na diferença de muitos anos!


No domingo de saída do verão, nesta época presente, foi efusivamente festejado o golo vitorioso do F C Porto contra o Benfica. Há cerca de três décadas de anos, um golo importante do F C Porto foi de forma idêntica festejado, como se pode ver na imagem cimeira – com André colado a Gomes, Quim e a quem se chegou na ocasião. 

Agora, atente-se na outra imagem, abaixo, e compare-se. Havendo em comum, além do sentimento e emoção, numa e outra foto, sobretudo a presença de pai e filho, da linha familiar dos Andrés. Dando o caso para diversas visões e apreciações. A propósito de quão marcante foi e é o golo que deu a vitória ao F C Porto – assim festejado, como mostra a imagem, com André André a ser abraçado pelos colegas Máxi e Brahimi, os que primeiro o agarraram!


Armando Pinto


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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Efeméride: Estreia de Madjer pelo F C Porto


Entramos agora no Outono, um tempo normalmente taciturno, com o cair da folha e acastanhar da natureza. Contudo, no tempo presente, estes dias têm sido radiosos, quer com o sol de transição que costuma ser apanágio da época, quer com a vitória moralizadora do F C Porto contra o Benfica, para o campeonato português de futebol principal.

Ora, neste tempo de início das aulas, ao começo do chamado ano letivo, vem a propósito uma efeméride também relacionada com os encontros entre o F C Porto e o Benfica, jogado três décadas atrás. Num jogo de estreia particular.

Assim, no dia 22 de Setembro de 1985 Rabah Madjer alinhou pelo FC Porto pela primeira vez, em jogo de carácter particular. Num prélio festivo. Embora a sua estreia oficial com a camisola do F C Porto só tenha tido vez depois, volvido um mês, no estádio do Restelo, em jogo contra o Belenenses, a 27 de Outubro seguinte. Precisamente num jogo em que a primeira exibição de Madjer teve influência, com assistências para os golos que deram uma apreciada vitória de 2-3 (através de 2 golos de Gomes e 1 de Vermelhinho), ali junto ao local de partida das antigas caravelas dos Descobrimentos, como que largando velas rumo ao título nacional que veio a ser alcançado, ao fim do campeonato. E Madjer, como todo o mundo Portista sabe, veio a ficar eternizado no filme da Vida do F C Porto por muitos e bons momentos, com natural destaque para o célebre calcanhar da final de Viena, em 1987.

Mas, antes disso, como vem a talhe, dera-se a estreia do então caloiro do clube Rabah Madjer, num jogo disputado faz hoje 30 anos. E também contra o Benfica. Embora perante outro cenário e realidades, pois à época ambos os clubes passavam por uma daquelas fases que levou a que se fizessem convidados mutuamente em dias especiais (além do Benfica ter feito o F C Porto seu Sócio Honorário, havia já alguns anos - como já referimos num artigo anterior).

Pois então, a 22 de Setembro de 1985 Rabah Madjer alinhou pelo FC Porto pela primeira vez, num jogo particular diante do Benfica, em dia que o clube anfitrião festejava a inauguração do terceiro anel do antigo Estádio da Luz. O desafio terminou com um empate a zero, porém, apesar disso e sem se recorrer a desempate, o trofeu em disputa veio para o Porto, oferecido pelos dirigentes encarnados ao clube convidado… conforme se pode recordar por meio duma caixa da revista Dragões (passados meses, em reportagem sobre trofeus patentes no antigo museu das Antas).


Armando Pinto


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domingo, 20 de setembro de 2015

F C Porto, 1 - SLB...0: Um bonito soco no “clássico”…!


O F C Porto até a dar socos tem beleza… como comprova a bonita cara de Juliana Rocha, pugilista do F C Porto pentacampeã nacional de boxe feminino. E como deu nota a revista J, do jornal O Jogo, no dia em que o F C Porto deu um valente soco nas aspirações benfiquistas, em futebol jogado dentro do campo.

Ora, neste domingo de meio de Setembro, em plena época de vindimas, o F C Porto cortou veleidades ao Benfica, derrotando o rival encarnado no clássico de futebol que, à imagem dos últimos anos, pode ter sido decisivo no campeonato nacional. Em jogo que o F C Porto conquistou não só os 3 pontos em disputa, mas  também tirou três ao adversário direto, sobre o qual agora fica(mos) em vantagem pontual de quatro pontos na classificação.

Com isto, tomando a dianteira, em primeiro lugar no campeonato português, com nome atual de Liga Meo, o F C Porto afirmou-se, triunfando também contra aves agoirentas e outros adversários. Ficando para a história o golo de André André, o André filho, em bela combinação com Silvestre Varela. E a boa exibição duns Casillas (com um punhado de defesas impecáveis a manter a nossa baliza inviolável), Maxi (que jogo! Estando a ficar mesmo um dos nossos, à Porto!), Aboubakar (que desta vez não marcou mas andou lá perto, por um remate mais que certeiro ter embatido no poste), mais os restantes, perante um fio de jogo quanto bastou, superando o adversário no dobro de remates e em 65 por cento de posse de bola. Depois de no decurso do mesmo jogo o árbitro, artista do costume, ter pordoado pelo menos um penalti aos representantes de Lisboa, na linha de favorecimento ao clube do regime...


Assim sendo, é dado um bom soco nos adversários, derrotando o Benfica, que é atirado às cordas outra vez quase no expirar do jogo.

Essa obra de arte, afinal, foi e é digna de ficar ilustrada numa obra de arte pictórica, em bonita pintura do artista Albertino, antigo futebolista do F C Porto e nosso ídolo de sempre, também..

Num dia assim, fica na retina da memória esse encontro muito importante, à quinta jornada da prova, neste dia que a “nossa” Juliana "Píton" foi capa da revista J e "Retrato" de entrevista nas respetivas páginas interiores, conforme registamos, a propósito, com algumas imagens dessa reportagem (de 10 páginas) sobre a menina bonita de sua modalidade e rosto que faz os apoiantes Portistas saberem melhor da existência da secção de Boxe do F C Porto.


Armando Pinto

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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Rosto Comunicativo do F C Porto, através do visual da correspondência postal, ao longo dos anos


Como faz parte das memórias de gerações sucessivas, a comunicação normal que ultrapassava distâncias era feita por via de correio postal, em correspondência escrita em papel, através da distribuição dos CTT (da antiga denominação de Correio, Telégrafo e Telefone). Antes da chegada do correio eletrónico e redes sociais. Derivado disso, as cartas e ofícios eram meios normais, algo que hoje pouco se usa, embora necessariamente ainda exista, em raras necessidades de ocasião e utilidade de processo.

Nesse prisma, os envelopes e papel de ofícios são quase já resquícios, ocupando espaço de memórias e raridades. (E, neste caso, resultante em coleção, sem ideia de colecionar, mas apenas de guardar a correspondência recebida). Sendo, como são, cartas do F C Porto.


Ora, ao receber por estes dias o novo cartão de sócio do F C Porto, que obviamente veio por correio, em sobrescrito fechado e com ofício informativo, reparei na nova configuração (tecnicamente dito design) do envelope oficial do clube. Vindo então ao pensamento a sucessão de diversos exemplares anteriores, que conhecemos  no decorrer dos anos.


Assim, porque o autor foi guardando alguns envelopes da correspondência mantida com serviços e pessoas do F C Porto, no decurso do tempo entretanto decorrido, é possível juntar aqui alguns exemplos, numa espécie de aprovisionamento memorial. Como que recordando um tipo de comunicação, qual formato de rosto comunicativo do F C Porto, através do visual da correspondência postal, ao longo dos anos.








Armando Pinto

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