terça-feira, 17 de outubro de 2017

Curiosidades e reflexões de outrora, em recordações episódicas – recuando a 1916 através de calendário de 1950…


O título com que aqui se encima este artigo já diz quase tudo. Atendendo ao que foi publicado no jornal O Porto em 1950, na data precisa correspondente a esta lembrança. Então, também numa terça-feira, fazendo memória de respigos de curiosidades desportivas de 1916.

Nesse tempo ainda a sede do FC Porto, onde também estava a redação do jornal do clube, era, como foi durante muitos anos, ao lado do edifício da Câmara Municipal do Porto, embora com nomes diferentes; sendo ao tempo Praça Sidónio Pais a que mais tarde passou a ser Praça do Município e desde os anos setentas é Praça General Humberto Delgado, enquanto o número se manteve o mesmo da histórica porta nº 325 da "Praça", como sempre foi referida.

Traz-se assim aqui, neste nosso cantinho de “Memória Portista”, de novo a público algo interessante do que foi publicado no órgão informativo do FC Porto aos 17 dias de mês de Outubro de 1950. Dando para recordar algumas reflexões já pertinentes nos princípios do século XX e relançadas a meio do mesmo século passado, que ainda continuam praticamente na ordem do dia. Além de uma outra evocação, perante uma rubrica entre os espaços d’ O Porto, ao segundo ano de sua publicação, cujo item proporciona memorização também de um antigo jovem valor do clube.

Tudo como se pode presenciar agora através de recortes que para aqui transpomos:  


Armando Pinto
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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

In Memoriam: Sousa Santos e histórias de pai e filho para contar… dum ponto final e parágrafo!


Conforme é lembrado na edição de hoje de “Dragões Diário, evocando JOAQUIM SOUSA SANTOS, o pai e extensivamente o filho, ambos do mesmo nome: «Neste dia, em 1963, depois de 18 anos a pedalar com a camisola do FC Porto, o ciclista de Santa Maria da Feira recebia duas salvas de prata e uma salva de palmas ao intervalo de um jogo de futebol entre a equipa principal do Feirense e um misto dos Dragões. Ao palmarés de Sousa Santos, que como amador júnior se estreou de azul e branco em 1945, só faltou a vitória na Volta a Portugal, que esteve perto de conseguir em 1955 e 1957, edições em que terminou na segunda posição. O ciclista despedia-se, mas, na verdade, recusava-se a sair. “Nasci no FC Porto e conservar-me-ei fiel nas suas fileiras até ao dia em que tenha atingido a meta que nos leva para o outro mundo”, avisou dias antes. Naquela tarde, quando Santa Maria da Feira ainda era Vila da Feira, o FC Porto ofereceu uma bicicleta de corrida a Joaquim, filho de Sousa Santos (que nesse dia também fazia 10 anos, acrescente-se, tendo nascido em 1953 a 13 de outubro). Dezasseis anos depois Joaquim Sousa Santos vencia a Volta a Portugal com a camisola do FC Porto.»


Ora, é a data assim propícia para homenagear esses dois ases dos pedais, por esta via. Fazendo memória dos Sousa Santos na fixação de histórias de pai e filho, dignas de serem contadas tais coincidências, quando o pai punha ponto final nas corridas a sério, em cima de bicicletas, depois de brilhante carreira que o levou por duas vezes a ter estado perto de vencer a Volta a Portugal. Enquanto, no mesmo dia dessa despedida oficial como ciclista, como que num parágrafo que dava continuidade à narrativa, o filho recebia uma bicicleta oferecida pelo clube que mais tarde o iria ter como representante vencedor da Volta.

= Sousa Santos (pai), entre colegas de equipa e com diretores do clube, na comemoração da vitória na Volta a Portugal de 1962 - reportando as fotos documentais à entrega dos trofeus ganhos, da classificações individual (por José Pacheco), coletiva (por equipas, da participação de Sousa Santos e todos mais da equipa), do prémio da montanha (de Mário Silva), mais outras taças de prémios diversos; e ao jantar comemorativo). =

Armando Pinto
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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Festas Particulares de Confraternização Portista


Vem de longa data a existência de realizações de convívios entre gente do FC Porto, desde organizações oficiais até iniciativas particulares, sempre visando o fortalecimento do Portismo que não cabe só no íntimo e tem de extravasar para ser compartilhado e convivido. Como de anos a esta parte tem felizmente acontecido com as organizações do Dia do Clube, evento que teve já seis edições anuais, e entretanto este ano foi reforçado na realização da 1ª Hora do Clube, em acontecimentos ultimamente decorridos nas instalações do Dragão, depois de passagens anteriores por outros locais.  Passando então a ser na casa comum tal possibilidade desses momentos de camaradagem de apoiantes. Inicialmente como encontro de portistas da blogosfera e depois alargado como ponto de encontro de adeptos atentos à vida do clube.

É esse, assim, o atual cenário duma das possibilidades de maior aproximação de quem vive o dia a dia do clube sem pertencer à orgânica oficial, num cenário íntimo condizente com ânimo também afirmativo, através de organização feliz de um grupo de Portistas conhecidos entre si (e também dos portistas que convivem na Internet pelo FC Porto), como Paulo Santos, Paulo Bizarro, José Correia, Jorge Bertocchini, Nuno Góis e D. Ana Paula Guedes, agora com apoio logístico da estrutura diretiva do FC Porto na permissão do uso de espaços do Dragão e em parceria com grupos de pessoas ou entidades amigas, como já aconteceu com a Casa do FC Porto de Rio Tinto, o Grupo + FC Porto, Fotos da Curva, etc. (Ressalvando e penitenciando-me, em nome pessoal de aderente que tenho estado presente em anos recentes, para a eventualidade de falhar algum nome, porque me cinjo aqui apenas ao conhecimento particularmente obtido.). Assim como algumas outras iniciativas, sendo de lembrar o megajantar comemorativo dos 30 Anos da vitória de Viena, em Santa Maria da Feira, levado a cabo pelo grande portista Alvarinho Moreira, presidente da Casa do FC Porto de Caracas, entre diversos casos mais.

Também em tempos passados (e daí vir a talhe esta rememoração) houve anteriores iniciativas de fins semelhantes, embora em diferenciados modos, como antigamente foi acotiado haver banquetes de confraternização de diretores e associados. Ficando na história as organizações de um grande portista do passado, em pleno século XX, o sr. José Donas, que ao longo de anos foi alma de diversas dessas reuniões de portistas pelos anos quarenta e cinquenta.

Como homenagem a essa realidade antiga, com forte marca deixada na mística que formou o Portismo chegado a nossos dias vindo de outrora, damos nota duma dessas organizações, conforme caixa publicada na revista Stadium, a fixar à posteridade um jantar comemorativo do FC Porto de Dezembro de 1950 (do qual, por acaso, há um filme que aparece pela Internet, de arquivo da Cinemateca Nacional, ainda que sem som, mas facilmente identificável pelas imagens condizentes com as fotos que aqui colocamos agora), do tempo de grandes nomes diretivos do FC Porto como o Dr. Urgel Horta, Padre Marcelino da Conceição, Sebastião Ferreira Mendes, Afonso Pinto de Magalhães, Dr. Neiva de Oliveira (entretanto diretor do jornal O Porto), etc. Tratando-se, na ocasião, de um jantar natalício, por assim dizer, realizado à chegada da quadra de Natal dessa época, juntando em alongadas mesas numerosos portistas, diretores e associados Amigos do FC Porto, a meio do mês de dezembro do início da década de cinquenta.


Armando Pinto
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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Hernâni: Um dos “Maiores” do FC Porto!


A 11 de outubro de 1953 (como é lembrado em “Dragões Diário”, na efeméride do dia), «era dia de clássico: o FC Porto recebia e vencia o Sporting por 1-0 na segunda jornada da I Divisão. O golo foi da autoria de Hernâni, que ali fazia a estreia no (então) novinho Estádio das Antas, inaugurado em Maio do ano anterior, numa altura em que Hernâni representava o Estoril, a solução encontrada após ter sido chamado a cumprir serviço militar em Lisboa. (Regressando de seguida Hernâni Silva ao FC Porto passada essa temporada de ausência por um ano.) O virtuoso médio-ofensivo, que no mês seguinte era chamado pela primeira vez à seleção nacional, marcou 14 golos nessa época e foi o terceiro melhor goleador dos azuis e brancos. Foi aí que começou a ganhar influência na equipa para depois se tornar um dos ídolos da nação portista e passar a ser conhecido como “Furacão de Águeda”.»


Hernâni, na linha de Pinga, Valdemar Mota, Siska, Soares dos Reis, Araújo, Virgílio, Américo, Festa, Custódio Pinto, Pavão, Rolando, Fernando Gomes, João Pinto, Vítor Baía, Jorge Costa, é um dos expoentes do imaginário portista, entre os que ao longo de uns bons anos tiveram considerável carreira e foram influentes na auto-estima portista. Juntando ainda outros futebolistas com mais ou menos anos de serviço como jogadores de importante contributo, tal como Costuras, Correia Dias, António Santos, Carlos Nunes, Barrigana, Arcanjo, Pedroto, Ângelo Carvalho, Carlos Duarte, Monteiro da Costa, Nóbrega, Valdemar, Djalma, Lemos, Cubillas, Ademir, Domingos, Sérgio Conceição, Madjer, Juary, Futre, Deco, Derlei, Pedro Emanuel, Kelvin, etc. Com mais ou menos longevidade, mas de vincada celebridade, por quanto ficaram na memória histórica.


Assim, Hernâni Ferreira da Silva, General das tropas do título de Campeão Europeu de Seleções Militares que Portugal ficou a ostentar em 1958, o senhor Hernâni como lhe chamava Eusébio, para sempre fica no coração memorial do FC Porto por toda a aura de seu excecional percurso, aqui por diversas vezes aflorado e desta feita recordado com mais um lembrete de recordação.


Anos depois de ter deixado de jogar, serviu ainda o FC Porto como diretor, ficando famosa a sua posição de não pactuar com as "roubalheiras arbitrais" do sistema, levando a ter sido forçado a abandonar o cargo pelas perseguições de que foi alvo, ainda em meados dos anos sessentas. Porém deixando marca, como no caso da reorganização acontecida no futebol do clube após a fraca época de 1969, sendo com seu cunho que se deu o regresso do guarda-redes Armando e os ingressos de Abel e Manhiça, em 1970.

Armando Pinto
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domingo, 8 de outubro de 2017

“Hora do Clube” – Feliz complemento ao “Dia do Clube”


Parecendo ecoar ainda o bruá das Antas, ali ao lado no espaço e no tempo, e com a sensação mais próxima do Dragão, foi com impressão de proximidade que se viveu a Hora do Clube, realização por sinal acontecida durante coisa dumas três horas passadas depressa, com lugar no museu-caffé do Dragão. Tal foi, em suma, o acontecimento clubista que decorreu na noite da primeira sexta-feira deste Outubro, do ano em que o futebol do FC Porto volta a fazer rejuvenescer o entusiasmo dos apoiantes. Ocorrência essa, ao jeito de tertúlia alargada, que juntou no bar do museu um bom grupo de portistas, à roda de amena conversa de gente que sente o mesmo, tendo o FC Porto por denominador comum. Numa feliz organização de um grupo de consócios portistas, sem ligação direta aos órgãos diretivos do clube mas com forte ligação ao sentimento portista.


Estão pois de parabéns os organizadores e promotores da realização da 1ª “Hora do Clube”, onde se ouviu falar do que nos interessa e todos os que pudemos estar presentes nos sentimos bem. Na continuação da organização do anual Dia do Clube, servindo então como complemento, numa espécie de como é sentida a chegada do intervalo dum jogo do FC Porto, no caso contando como verdadeira reunião de gente que não sendo da estrutura organizativa da vida do clube, é (somos) contudo da base da respetiva vivência.


A Hora do Clube teve assim, ao final do dia 6 de Outubro, nas horas finais dessa noite de entrada a um fim de semana sem futebol de alto nível a sério, um convívio sensacional a conversar sobre o FC Porto. Sob os motes dos ilustres oradores convidados, o Professor Styliano, antigo futebolista que jogou nos juniores com a sagrada camisola azul e branca e atualmente é também comentador no Porto Canal, que dá gosto ouvir e sabe transportar à mística portista, mais o historiador sr. Germano Silva, profundo conhecedor da história da cidade do Porto e do que com a Invicta se relaciona, como é o caso evidente do FC Porto. Embora o nosso FC Porto não seja só da cidade do símbolo do Dragão, como atesta a presença na Hora do Clube de diversos portistas de vários locais até distantes.  Debatendo assuntos do Portismo que nos corre nas veias e convivendo com malta conhecida especialmente através dos contactos proporcionados pelo comum interesse que o FC Porto motiva.  

 

Dado o toque institucional com a presença de elementos oficiais do FC Porto, como foi apreciada a companhia do vice-presidente sr. Alípio Jorge e sr. Manuel Tavares da informação do clube, ali entre os portistas que se juntaram no MUSEU CAFFÉ, foi mesmo interessante viver também esses momentos. Havendo sido umas boas horas, essas, bem passadas entre Portistas de tarimba, na 1ª “Hora do Clube” em boa hora realizada. De cujo convívio, ao jeito de tertúlia sobre Portismo, se faz aqui e agora registo apreciativo, deitando mão ilustrativa, com a devida vénia, também, através de imagens com cunho sempre apreciável de “Fotos da Curva”.


Tal como referiu o Professor Aníbal Styliano, citando bem o escritor Nemésio, que ir ao Porto é sempre uma lição de patriotismo, foi mesmo uma lição da génese portuguesa azul o que se viveu à entrada do espaço do museu do FC Porto, para quem foi propositadamente ao Porto, na ocasião, além naturalmente dos que por ali vivem e tiveram oportunidade de ir ao encontro da Hora do Clube. Mesmo com as luzes do Dragão apagadas no interior do estádio, melhor dizendo do recinto dos sonhos azuis e brancos, mas com a chama do Dragão bem viva e, como diz o poema Aleluia, acesa a fé de que andam nossas almas cheias.


Armando Pinto

Nota Bene: Fotos do amigo Pedro Blue, de “Fotos da Curva”.

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