Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

FC Porto continua na Taça de Portugal de futebol: “Histórico” dos confrontos com o Guimarães, o adversário ultrapassado – eliminatória em que o Benfica “caiu fora"...


O FC Porto goleou o Vitória de Guimarães por 4-0 na eliminatória correspondente aos oitavos de final da Taça de Portugal, em jornada das normais eliminatórias da segunda competição tradicional do futebol português, de “bota fora” como é uso dizer-se por cá (e no Brasil dizem mata-mata). Eliminatória esta, jogada a meio da semana e já em tempo da quadra natalícia, que de véspera tivera a curiosidade do Benfica ter sido “deitado fora da carroça”, como se diz na gíria da Taça (derrotado pelo Rio Ave em Vila do Conde). Passando então o FC do Porto aos quartos de final da mesma prova, tendo superado concludentemente o Vitória minhoto, num confronto com história.


Para o caso, e com a devida vénia duma lembrança, partilhada da página FCPorto, anteriormente colocada pelo amigo Paulo Bizarro (neto do antigo goleador do FC Porto António Santos, um dos campeões históricos na década dos anos trintas), o F C Porto passa assim a ter como números e factos, relativos aos confrontos com o Guimarães para a Taça de Portugal, o seguinte Histórico:

Taça de Portugal – FC Porto / Vitória SC
Em 16 jogos
12 vitórias, 1 empate, 3 derrotas
52 golos marcados, 20 sofridos
Maior vitória: 11-1 (1938/39)
Resultado de agora, nesta quinta-feira 14-12-2017, da época 2017/18: 4-0 (golos de Aboubakar, Danilo e 2 de André André)
Mais jogos realizados: Rolando (4)
Mais golos marcados: António Santos (5)

= António Santos, máximo goleador dos jogos entre FC Porto e Vitória de Guimarães para a "Taça" =

~~ * ~~
Ora... Continua o FC Porto na Taça e continua a boa campanha que tem tido bom desempenho, sempre que os árbitros não interferem no andamento do resultado.


Quase como que por milagre, ou melhoria de consciência na aproximação ao Natal (que celebra Alguém que faz a vida especial quando vivida de bem com a verdade!), desta feita o árbitro assinalou um penalti a favor do FC Porto ainda com o jogo empatado. Obviamente uma grande penalidade bem assinalada, visto o defesa vimaranense ter jogado a bola com a mão dentro da grande área, por mais que custe aos comentadores afetos a outras bandas e mailos cartilheiros do sistema - além de jogadores e treinadores que só reclamam quando é diante do FC Porto, mesmo sem razão, ao invés de quando têm razão em jogos contra outras equipas... A partir daí, que é o que conta, lá se foi o habitual ferrolho das equipas visitantes no estádio do Dragão e o FC Porto fez subir a parada, avolumando o marcador com categoria.

Engraçado é verificar como, findo o encontro e passando a viosionar no aparelho televisivo, o que aparece nos diversos canais de televisão, nos ditos de âmbito nacional, é que está tudo com cara de enterro, surgindo quase todos com cara triste e de semblantte aziado, entre locutores e comentadores conhecidos de afeto a outros lados...  O que, para nós, até dá prazer, na amplitude de poder dispor do comando para andar duns para outros, antes de ir às gravações e finalmente parar atenções a sério no Porto Canal!


Posto isto, com André André a marcar dois golos (para condizer até com o “nome de guerra”), continua a ficar para a história que o marcador de maior de golos nos encontros do FC Porto com o Vitória Sport Clube, de Guimarães, é o histórico artilheiro António Santos, avançado dos tempos de Pinga, Soares dos Reis I, e outros que tais - que se vêm na foto de Campeões de seus tempos!

Armando Pinto
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domingo, 10 de dezembro de 2017

Grande vitória do futebol do FC Porto em Setúbal, a fazer lembrar outra goleada há já mais de meio século...


O FC Porto teve ao final deste domingo diluviano também uma cheia de golos marcados, numa goleada no terreno sempre difícil do Setúbal, um dos clubes cujas equipas nos últimos anos têm andado com muitas simpatias perante o Benfica. Tendo o FC Porto superado tudo, mandando às malvas a pressão que os outros queriam colocar sobre as camisolas azuis e brancas, que por sinal este domingo foram do equipamento alternativo laranja. Num resultado tradutor da saúde respirada no Porto, por mais chuva que caia e frio que passe, a fazer pressão sim, mas sobre os adversários diante dos resultados. Tanto que depois de ter havido impedimento de vencer o Benfica, tamanha a roubalheira acontecida, o FC Porto vence de seguida dois difíceis e importantes encontros, por margens dilatadas. Desta feita com 3 golos de Aboubakar e 2 de Marega, no estádio do Bonfim. O que até faz lembrar uma outra histórica goleada há já 61 anos e também com dois grandes avançados do FC Porto a fazerem o gosto ao pé por diversas vezes.


Com efeito (conforme curiosamente foi recordado de véspera no “Dragões Diário"), «em 1956 como agora em 2017, o segundo domingo de dezembro marcou no calendário do FC Porto uma deslocação a Setúbal, não para a 14.ª jornada (como a deste domingo, dia 10), mas para a 13.ª do campeonato. No Campo dos Arcos, o antigo recinto dos sadinos, a equipa orientada pelo brasileiro Flávio Costa começou o jogo praticamente a perder, mas depressa deu a volta ao marcador e acabou por golear impiedosamente por 7-1. O avançado Hernâni foi a figura da tarde, ao apontar um hat-trick, mas o extremo direito Carlos Duarte, com dois golos, também brilhou, entrando numa lista de marcadores que também foi assinada por Jaburu e Perdigão. Tem 61 anos a vitória mais expressiva de sempre dos Dragões em casa dos setubalenses» a que, além de outros resultados anteriores, numa história interessante, se junta mais o resultado deste fim de semana segundo de Dezembro, em que a equipa treinada por Sérgio Conceição triunfou por 5-0 no estádio do Vitória setubalense.

Continua assim o FC Porto no 1º lugar, em dezembro de 2017, a comandar o Camponato da LIGA NOS, como é altualmente o nome oficial da prova maior do futebol português.


Há 61 anos fora Hernâni e Carlos Duarte que mais golos marcaram, enquanto neste domingo foram Aboubakar ao também apontar um hat-trick e Marega a bisar. A quem prestamos aqui homenagem com devida saliência na sequência de imagens com que se ilustra esta crónica alusiva a mais uma alegria, com mais uma vitória. E que vitória!

Armando Pinto
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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

FC Porto é o único baluarte português na Europa do futebol


FC Porto nos oitavos da Champions League:


“Dúvida? Não. Mas luz, realidade; e sonho que, na luta, amadurece…”

“Porto palavra exata, nunca ilude…” Já está apurado, continua na Liga dos Campeões, é o único português entre os maiores e melhores da Europa do futebol !  

Lá fora não deixa dúvidas e desfaz a mentira derivada da roubalheira à portuguesa. Não fosse a podridão do futebol português e em Portugal também tudo seria diferente!


"Dúvida? Não. Mas luz, realidade e sonho que na luta amadurece"… o Porto deixa uns tantos aziados, como foi e é nosso gosto… "eis o desejo que traduz a prece”!!!


(Marcha do marcador e autores dos golos):

9' [1-0] Aboubakar 
33' [2-0] Aboubakar
 
45' [3-0] Brahimi
 
61' [3-1] Glik
 
65' [4-1] Alex Telles
 
78' [4-2] Falcao
 
88' [5-2] Soares
 
~~ * ~~
Assim, afastados os outros dois concorrentes portugueses da mesma prova, o Sporting como terceiro do respetivo grupo a ter de seguir para a Liga Europa, e o Benfica afastado de tudo, posicionado em último do seu grupo e só com derrotas, facto inédito na história de sempre dos clubes portugueses na prova mais importante do calendário europeu, o FC Porto mostra o que vale, quando não há batota através da roubalheira da corrupção nacional.

Agora… É só no Dragão que em Portugal se continua a ouvir aquela música… É o FC Porto o único português cujos jogadores terão direito a serem cantados como heróis, ouvindo… “Champions”! 

Armando Pinto

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Faleceu Barbosa, um dos Campeões de 1959, daquela vez que o FC Porto conseguiu vencer o mal interpretado no tal Calabote…


Faleceu António Barbosa, antigo futebolista do FC Porto nos anos cinquenta e princípios dos sessenta, finado na manhã deste domingo de início de Dezembro. Desaparecendo assim fisicamente um dos poucos sobreviventes da equipa maravilha do FC Porto, com Hernâni, Virgílio, Carlos Duarte, Pedroto, Monteiro da Costa, António Teixeira, Noé, Perdigão, Acúrcio, Américo e outros, que nos anos cinquenta teve o condão de conseguir vencer o sistema desportivo português, a pontos de ter ficado a convicção histórica de que só com equipa muitíssimo superior o FC Porto poderá vencer tudo e todos.


Agora, quando o sentimento portista está ainda ferido pelo autêntico roubo cometido pelo continuado sistema do futebol luso, tal o que aconteceu no recente clássico com o Benfica no estádio do Dragão e todas as manobras subterrâneas dos cartilheiros, falsos padres, acólitos e aquela “jandra“ que anda na sombra da corrupção que tem sido fértil no país, enquanto isso, a representatividade da entidade do mundo azul e branco sofre mais uma perda, esta física e sentimental, com o desaparecimento de Barbosa.

Barbosa foi um rosto sereno que eu me habituei a conhecer por imagens e gravuras, sendo um dos primeiros cromos que me saíram nos embrulhozitos de rebuçados era eu criança. Não o conheci pessoalmente, mas via-o na história do FC Porto, conhecia-o pelas fotografias e por quanto representava no ego portista.


Como tal, Barbosa, Américo, Arcanjo, Paula, Ívan, Virgílio, Jaime, Pinto, Azumir, Hernâni e Serafim, estão num quadro emoldurado do "atelier de estudo e escrita" do autor destas linhas, incluídos na equipa do tempo do histórico treinador Jorge Orth, ao tempo dos inícios do portismo cá de dentro...

Nascido em Miragaia, a 3 de Novembro de 1931, António Fernando Barbosa da Silva cresceu em Ramalde de baixo, em plena área típica da cidade do Porto, sendo um portuense de gema e portista de cima a baixo. Embora entrado no futebol pela oportunidade que teve no Boavista, logo que conseguiu transferiu-se para o FC Porto, ainda que tendo de prescindir de dinheiro – como se pode rever pela descrição constante no livro que em 1960 lhe foi dedicado na coleção Ídolos do Desporto…


A sua grande coroa de glória ficou assinalada com o título nacional de 1959, o célebre campeonato do caso Calabote… Mas antes ainda de ter sido Campeão Nacional, Barbosa foi Campeão Europeu Militar na Seleção portuguesa dessa categoria, junto com os colegas de clube Hernâni e Arcanjo. Algo que dá também para vincar pelas imagens das páginas da referida publicação.


Barbosa é pois um futebolista que faz parte do sentimento portista. Falecido este domingo 3 de dezembro de 2017, é mais uma estrela do firmamento azul que no infinito reluz no sentido dos homens de boa vontade. Como cantaram os anjos pelo Natal, no nascimento de Jesus Cristo, e parece que é preciso no além haver mais gente a dizer a Deus o que se passa na terra, perante a malvadez de quem tem tido o poder das más ações e decisões, no caso do futebol que faz rolar a bola de jogo e do mundo desportivo. 
Paz à sua alma.


Armando Pinto 

= Obs.: Esta foto mais recente de Barbosa (a mesma que está em cima, a ladear a da época de futebolista campeão, encimando o artigo), aqui numa fisionomia já de seus últimos tempos, foi cedida pelo meu amigo Paulo Jorge Oliveira, grande portista e também colecionador, sempre atento à angariação de fotografias portistas.

A. P.
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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Monteiro da Costa: Goleador-mor dos "Porto-Benfica"



Amanhã, sexta-feira feriado nacional do primiro de dezembro, é dia de Porto-Benfica em futebol. Em primeiras categorias. Jogando-se mais um sempre apetecido clássico do futebol sénior, através das respetivas equipas principais, tipo como noutros tempos havia os confrontos entre portucalenses e mouros, no tempo da reconquista cristã e alastramento do território portucalense. Prélio com lugar onde houve nome Portugal, em pleno dia 1 de dezembro que traz à memória portuguesa o dia da Restauração, quando um grupo de grandes homens, os chamados Conjurados, com D. João Duque de Bragança à frente, restituíram a independência nacional ao então reino português, e agora apraz rememorar, quando também o grupo defensor da honra do FC Porto entra em campo e com a camisola azul e branca os bravos futebolistas dragões jogam por todos os portistas.

Tal como em 1143 houve um D. Afonso Henriques e depois na conquista de Lisboa toda uma plêiade de guerreiros à égide do bispo do Porto D. Hugo, bem como em 1640 D. João, mais tarde o IV dessa última dinastia real portuguesa, também nas justas entre portistas e benfiquistas sempre houve heróis. Um dos quais o que mais golos marcou ao clube rival lisboeta. A propósito, é justo lembrá-lo, deitando mão à recordação que dele é hoje feita na “newsletter” DRAGÕES DIÁRIO:

«Chamavam-lhe “Homem Canhão”, lia Agatha Christie, emocionava-se nas vitórias e nas derrotas, e dele se conta que chegou a chorar com saudades da família durante as digressões. Foi um ponta-de-lança temível, distinguiu-se como médio, só lhe faltou ser guarda-redes e jogou em algumas das melhores equipas de sempre do FC Porto, ao lado de Pedroto, Hernâni, Virgílio, Perdigão, Miguel Arcanjo ou Jaburu.


Monteiro da Costa, o melhor marcador da história dos jogos entre FC Porto e Benfica com os Dragões na qualidade de visitados» do qual, para se lembrar melhor, se pode acrescentar:

«Já se realizaram 83 FC Porto-Benfica para a Liga portuguesa (e aqui contabilizamos apenas os jogos com os Dragões como anfitriões) e uma pergunta vem ao de cima: quem é o maior goleador de sempre deste clássico? Talvez Fernando Gomes, Jardel ou até Domingos? Não, a resposta vai mais atrás na história e traz à memória um nome que, injustamente, será pouco conhecido: o de Monteiro da Costa.


Não se trata de José Monteiro da Costa, segundo presidente do clube, mas sim de António Henrique Monteiro da Costa, um médio/avançado nascido a 20 de agosto de 1928, em São Paio de Oleiros, concelho de Santa Maria da Feira, e que, entre as épocas 1949/50 e 1961/62 jogou por 328 vezes com a nossa camisola e marcou 96 golos. Chamavam-lhe Homem Canhão e participou nas conquistas de dois Campeonatos Nacionais (1955/56 e 1958/59) e duas Taças de Portugal (1955/56 e 1957/58).


Em 11 FC Porto-Benfica marcou oito golos, o que lhe dá o título de maior goleador nesse confronto, para a mais importante prova do futebol nacional. Bisou no duelo de 1950/51 e depois, já nas Antas, apontou mais seis golos aos lisboetas, entre as temporadas 1952/53 e 1957/58.


“Atleta pundonoroso, enérgico e esforçado. António Henrique Monteiro da Costa é, incontestavelmente, um dos elementos mais representativos do futebol – no nosso Clube e no Desporto Nacional”, lê-se, numa publicação datada de 1960. O Homem Canhão jogava em qualquer posição (só lhe terá faltado a baliza) e é uma espécie de protótipo do chamado jogador à Porto. Foi capitão durante vários anos e ainda treinador interino e treinador adjunto nos anos 1970. Faleceu em agosto de 1984» (na terra da considerada santa Maria Adelaide, em Arcozelo, onde está a camisola com que Juary marcou o golo da vitória de Viena).

«Monteiro da Costa, que foi por quatro vezes internacional português – num tempo em que os jogos de seleções eram muito mais raros – foi contemporâneo do guarda-redes Barrigana, de Miguel Arcanjo, Hernâni, Jaburu, José Maria Pedroto e Virgílio, o leão de Génova.»

(Conforme é narrado também hoje na página oficial do FC Porto).


Ora, Monteiro da Costa, que em parte da sua carreira foi médio e distribuidor de jogo, como se diz em linguagaem desportiva, além de ter ainda sido defesa, começou por ser avançado e, na posição dianteira do campo, foi pois o futebolista que até hoje mais golos marcou ao Benfica.

ARMANDO PINTO
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Falecimento de Belmiro de Azevedo


Morreu Belmiro de Azevedo, homem do Norte, personagem famoso do mundo empresarial e especialmente antigo atleta de andebol do FC Porto, clube que entretanto também serviu como dirigente da secção de natação e a que se manteve ligado como associado há cerca de cinquenta e cinco anos.

Naturalmente como sócio do FC Porto que Belmiro de Azevedo era um entre muitos, mas como figura pública e especialmente  um dos homens mais ricos de Portugal, era pessoa mediática.

Representou o FC Porto na modalidade de Andebol, e depois foi seccionista da Natação do clube azul e branco, inclusive tendo então ficado ligado à construção da piscina das Antas, ao tempo da presidência portista de Afonso Pinto de Magalhães, grande dinamizador da vida portuense, do qual Belmiro de Azevedo foi colaborador.  

Falecido esta quarta-feira, a sua morte mereceu ser  assinalada e lamentada oficialmente pelo Futebol Clube do Porto, realçando o seu estatuto de antigo dirigente, atleta e sócio do clube, com uma nota de condolências à família e amigos do empresário:

«O F. C. Porto envia condolências à família e amigos de Belmiro Mendes de Azevedo, ex-dirigente e atleta do clube, que faleceu esta quarta-feira, no Hospital da CUF, no Porto, aos 79 anos», refere o clube na sua página oficial. Lembrando ainda que o antigo "chairman" do grupo Sonae "era o sócio 1714" do clube dragão há 55 anos, o que já lhe tinha valido a distinção com a roseta de ouro.

Recorde-se que Belmiro de Azevedo recebeu a sua Roseta de Ouro de Associado, como sócio com 50 anos de filiação, ao tempo, em sessão solene realizada em Abril de 2013, a par com outros sócios de igual longevidade, entre os quais o antigo futebolista Fernando Gomes, o “Bibota d’ouro”, também.


Pinto da Costa deixou uma mensagem de homenagem a Belmiro de Azevedo, em que recordou a ligação do antigo chairman da Sonae aos Dragões e enalteceu a obra na secção de natação dos azuis e brancos.

"Era sócio do FC Porto há mais de 50 anos, foi praticante de andebol e teve a curiosidade de entre 1969 e 1971, sob a presidência de Afonso Pinto de Magalhães, ter sido meu colega de direção e de durante três anos, semanalmente, sentarmo-nos lado a lado. Recordo com saudade esses tempos, em que ele fez uma notável obra na natação. Foi o grande impulsionador da natação, sem condições, mas conseguiu o mínimo ao projetar a natação para atingir hoje os grandes níveis que tem. Tenho que lamentar a perda de um homem que fica ligado ao FC Porto e apresentar as minhas condolências e em nome do FC Porto à sua família, aos seus filhos; à sua filha, aos seus netos", afirmou o presidente do FC Porto.

Escusado será descrever aqui a sua biografia e respetivo percurso curricular, visto que tem desenvolvimento normal na comunicação social; bastando, para o caso, referir a nota com que está referenciado o seu nome no livro oficial "FC Porto Figuras & Factos 1893-2005":


Armando Pinto
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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

"1987" [Miguel Araújo - com Catarina Salinas]

1987- um ano em grande
(como 1954, entre outros, digo eu)…

Enquanto esta canção
diz mais:

...o mundo é por aqui
:a passe de Juary... quase que podia jurar, que foi golo de calcanhar...!

AP

domingo, 26 de novembro de 2017

Ser ou não ser … Portista!



Há um dito popular de que nem tanto ao mar, nem tanto à terra, como que a dizer que tudo tem limites. Como também popularmente se diz que quem se abaixar muito se lhe vê o que não queria. Tal o que parece haver em certas demonstrações "boazinhas", nada condizentes à realidade.


Claro que tudo tem seus quês e antecedentes. Portugal, aliás, foi uma nação de princípios fora do comum, com a historicamente “lendária” questiúncula do filho e da mãe… de que resultou a alvorada da nacionalidade. Mas já anteriormente o carácter lusitano teve que se lhe diga, ou não fosse o líder Viriato atraiçoado por patrícios, sendo assim vencido traiçoeiramente quem já em tempos remotos defendia o território perante estranhos. Assim como no velho burgo portucalense, em eras medievais de afirmação da urbe da atual cidade do Porto, os cidadãos portuenses tinham honra de sua naturalidade e não permitiam que nobres de fora ocupassem as entranhas de suas muralhas. Sendo ainda uma interessante honra, séculos depois, saber-se que do Porto houve nome Portugal, como tão bem entoa o poema Aleluia do portista Homem de Melo. Não se entendendo, por conseguinte, que hoje em dia haja quem, no paradigma do politicamente correto, se deixe ir na avalanche dos que estão habituados ao poder pelo poder.

É esquisito ver, ouvir e sentir Portistas que alinham em discursos bonzinhos e moralistas, passando a mão no pêlo aos adeptos e manda-chuvas contrários, na onda dos fazedores de opinião pública generalizada pelo sistema salazarento, para fazerem boa figura pública ou ficarem bem nas imagens. Se o FC Porto continua a ser roubado, é a palavra exata (tal como também diz o poema…), porque se há-de estar com falinhas mansas na conversa e panos quentes sobre a ferida, quando todos sabemos do que e como se trata...?!

Quão, por outro lado, não pensem os que atuam como sendo chique mostrarem que sabem umas coisas, quase que a tentarem dizer que não alinham com a arraida miúda, que isso lhes fica bem ou enganam meninos. A verticalidade conta muito. 

Como pode ser que haja quem entre portistas se mostre sentido com o que se passa no desporto português e depois publicamente se torne em Maria que vai com as outras, no caso com os outros…  Mas não só. Ainda há pouco, ao final deste domingo último de novembro, ao ligar o Porto Canal, foi de ficar boquiaberto. Nunca na vida pensei em mudar de canal, ao ligar a televisão no Porto Canal, mas teve de ser. Então não é que estava a ser entrevistado no Porto Canal (o canal de televisão que é tido como sendo do FC Porto) um antigo político que há uns anos fez um parecer jurídico a inventar falsas razões para afrontar e prejudicar o FC Porto? Só falta agora trazerem à cadeira de entrevistas do Porto Canal o Platini ou o grupo enfeixado de Luís Filipe Vieira, Guerra, falsos padres e companhia… Sem estar em causa políticas e políticos, nem dirigentes ou agentes, mas apenas e só a compatibilidade dos superiores interesses e a defesa suprema do grandioso F C Porto.

Não adianta assim haver quem se doa pelo FC Porto no mar azul dos incognitamente comuns, se entre quem está em lugares cimeiros, e deveria defender a fortaleza do clube de todos nós, abre alas aos que já procuraram fazer mal ao FC Porto.  


Ser ou não ser Portista – eis a questão!


ARMANDO PINTO

Lembranças da Clássica Porto-Lisboa, recordando a vitória de Carlos Carvalho em 1958…



A propósito da atualidade da publicação de um livro sobre a história da clássica de ciclismo Porto-Lisboa, contada em verso, da feliz autoria do poeta popular alentejano José Frade, trazemos aqui um dos vencedores históricos, Carlos Carvalho.


Enquanto o livro relata em forma de poemas a recordação épica das corridas dos “Porto-Lisboa”, a mais antiga prova clássica de ciclismo em Portugal, desde 1911 a 2004 e entretanto desaparecida do calendário oficial das provas do ciclismo, o caso que agora lembramos por este meio dá para rememorar uma das respetivas edições. Deitando mãos ao guiador memorando duma antiga revista, "Sport Ilustrado". Através de cujo número de 24 de Junho de 1958 se pode rever a brilhante vitória do portista Carlos Carvalho no dia de Portugal desse ano, ciclista que volvido um ano venceu também a Volta a Portugal e ao longo de sua carreira ficou celebrizado como Rei da Montanha por ter triunfado por 4 vezes no Prémio da Montanha, ou seja nas classificações finais da categoria monhanhosa em quatro Voltas a Portugal.


Assinalando o louvável facto de a partir de agora existir esse livro versejando a histórica “Clássica Porto-Lisboa”, cuja apresentação teve lugar nas Caldas da Rainha, integrado no já tradicional almoço anual de encontro de antigos ciclistas e adeptos conhecidos da modalidade, juntamos algumas imagens do Porto-Lisboa de 1958, ganho por Carlos Carvalho, do FC Porto. Pedalando na memória por via de imagens fotográficas coevas, desde a capa da revista, Sport Ilustrado, até instantâneos fotográficos da reportagem inserta nas respetivas páginas centrais da publicação em apreço.


Armando Pinto
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