domingo, 25 de junho de 2017

Domingo de São João Portista, com “Pancadinhas do meu (nosso) alho”…


Domingo de São João Portista, com “Pancadinhas do meu (nosso) alho”… a rimar para os devidos efeitos... e defeitos que estão a vir acima, como balão a arder!


Depois de no próprio dia de S. João, no sábado 24 de junho, o FC Porto ter vencido o Benfica por 10-0 na meia final da Taça de Portugal de Hóquei em Patins, após falta de comparência da equipa adversária, sob razões divulgadas como desculpa, mas sobretudo com medo de nova envergonhadela após os hoquistas do clube da luz apagada terem perdido o Campeonato Nacional… o FC Porto venceu o Tomar na final por 5-1, fazendo então no encerramento oficial da temporada desportiva assim a “dobradinha tradicional no hóquei patinado, ao juntar a Taça ao Campeonato; e mais ainda, o triplete hoquístico da soma com a Supertaça, anteriormente conquistada no início da época do hóquei em patins português. 


Enquanto isso, também no Bilhar às três tabelas, na tarde do mesmo domingo, o FC Porto ao vencer por tabela o Benfica, deu uma valente tacada vencendo igualmente o respetivo Campeonato Nacional.  


Os números e respetivas crónicas tiveram e terão natural desenvolvimento em locais informativos correspondentes, dentro do panorama nacional dos órgãos da comunicação social que mostram o que tem valor e de quem apenas dará pálida imagem da mediatização portuga. Interessando, contudo, a bem da verdade e dos bons valores, que este domingo, ainda dentro da quadra sanjoanina, o FC Porto ergue mais dois trofeus nacionais, verdes-rubros no nível nacional. E deste modo dá mais uma estocada no centralismo do país das políticas sócio-desportivas imperialistas.


Armando Pinto
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terça-feira, 20 de junho de 2017

Recordando Isolina Pinhel – uma recordista do FC Porto !


Corriam tempos de algum sentido enxabido na vivência desportiva, com o clube mor do sistema futebolístico a fazer sua normal interatividade, a que bastava um dos famosos levantarem um braço perante jogadas dos adversários para ser cortada uma transição e marcado fora de jogo ou se o resultado estivesse resvés bastava alguém cair na área contrária para ser marcado penalti a favor dos protegidos do regime… chegando dias de calor sem grandes mudanças na maneira de viver sócio desportiva, já que no resto era o que se sabia… 

Até que no meio disso tudo, além do caso do ciclismo em que o FC Porto ia conseguindo lutar na pedalada com os do sul, que nas bicicletas ainda contavam mais os músculos e jeito atlético, apareceu por fim uma alvazelha também no atletismo. Correndo o FC Porto contra tudo o que circunscrevia ao poder reinol também no desporto das corridas a pé, houve aí um certo tempo em que alguns valores se conseguiram impor, pelo grande valor que tinham, pois que então conseguiram suplantar tudo e todos. Como foi o caso surpreendente, para a época, de no FC Porto terem aparecido dois grandes velocistas como, por exemplo, foi Carlos Carneiro em masculinos, e em femininos a Isolina Pinhel. Honra seja feita a tais grandes atletas.   


Vem o caso ao caso por uma efeméride, que calha a preceito nesta data, para o efeito.

Lembra hoje o “Dragões Diário” que «há 48 anos, a 20 de junho de 1969, Isolina Pinhel, de apenas 17 anos, batia o recorde nacional dos 1.500 metros durante a Taça Cidade do Porto em atletismo. A atleta do FC Porto percorreu a distância em 5 m 09, 3s, retirando cerca de oito segundos à anterior melhor marca, que a benfiquista Fernanda Pinto tinha estabelecido 18 dias antes.»

Fica aqui esta lembrança, mais que justa, sobre tão importante valor desportivo que, nesse tempo, era uma das maiores referências do atletismo do FC Porto.
~~ * ~~
Nota: Recorde-se que Isolina Pinhel também já fora aqui lembrada, entre outros casos, no artigo referente ao (clicando sobre)

Armando Pinto

sábado, 17 de junho de 2017

FC PORTO Duplo CAMPEÃO NACIONAL DE HÓQUEI EM PATINS e tripla alegria com a derrota "informática" do clube do regime...!!!


FC PORTO CAMPEÃO NACIONAL DE HÓQUEI EM PATINS !

Numa tarde de gala do hóquei em patins portista, o FC Porto alcança de assentada duplo triunfo, conquistando os títulos de Campeão Nacional de Hóquei em Patins, através da equipa principal vencedora do Campeonato Nacional da 1ª Divisão, e por meio da equipa B, que já conseguira vencer a sua série e assim subira anteriormente já de divisão, obteve agora também o título de Campeão Nacional da 3ª Divisão ao vencer a fase final entre os vencedores das quatro séries.


No que mais tocava no entusiasmo do mundo desportivo, o FC Porto recuperou finalmente o título máximo, superando tudo o que se passou com os rinques inclinados a favor do clube do regime… até que no fim e por fim apareceu uma arbitragem algo consciente, que não olhou a nada mais que apenas à verdadeira justiça desportiva. Se como se diz há muito, o inferno está cheio de árbitros e de falsos padres, como aliás demonstram os e-mails que ultimamente chegaram ao conhecimento público, desta feita houve quem de apito na boca fez alguma coisa para merecer o céu (depois da dupla de árbitros durante o jogo ter tido julgamentos na linha do favorecimento que tem sido apanágio ao clube do regime). Talvez como arrependimento que pode ajudar a uma eternidade mais feliz, a haver céu para os que são justos, e inferno para os malvados que andam no mundo a praticar o mal!


Em final de tarde de sábado escaldante, com o calor de início de verão chegado a todo o vapor, acaba de modo emocionante o Campeonato Nacional de Hóquei em Patins da época de 2016/2017, com o FC Porto a sagrar-se Campeão no expirar da prova, mediante vitória normal caseira da equipa portista e resultado negativo da equipa concorrente do Benfica, com quem o FC Porto disputava o lugar cimeiro ombro a ombro e de setiques quase pegados. Num final impróprio para cardíacos, que, como os lampiões estão habituados a ganhar de qualquer forma, ficaram então de cabeça como melões por não ter valido um golo deles ilegal... Lá veio um dia em que os árbitros do hóquei patinado não tiveram medo de recados por e-mails...


Tal como o nome oficial desta época da equipa senior, o FC PORTO FIDELIDADE foi fiel aos valores verdadeiros e  com toda a justiça é CAMPEÃO NACIONAL DE HÓQUEI EM PATINS.


Com efeito, os Dragões chegaram à líderança na derradeira jornada do campeonato. É o 22.º título do Campeonato Nacional do palmarés. Não cansando de repetir, tal o que representa a verdade, que o FC Porto Fidelidade é o novo campeão nacional de hóquei em patins. Após os Dragões vencerem na tarde deste sábado o Riba D´Ave, por 11-4, e beneficiarem do empate do Benfica no pavilhão do Sporting (por 5-5) para confirmarem o 22.º título do palmarés na principal divisão portuguesa.


No último e decisivo jogo, Hélder Nunes, com 4 golos, Rafa com 1, Gonçalo Alves, autor também de 2, Reinaldo Garcia, com 1, Vítor Hugo Pinto, com 2, e Andrés Zapata, 1, apontaram os golos que, após 26 jornadas, deixam a formação de Cabestany com 68 pontos no cimo da classificação, com dois de vantagem sobre o 2º classificado SL Benfica.

O FC Porto Fidelidade conquistou assim na tarde deste sábadoo o 22.º título de campeão nacional de hóquei em patins. Na derradeira jornada do campeonato, os Dragões ultrapassaram o Benfica na classificação depois de ambas as formações terem partido com 65 pontos para os jogos de todas as decisões. Com desvantagem no confronto direto (primeiro critério de desempate), os azuis e brancos eram obrigados a fazer melhor do que os encarnados no pavilhão do Sporting e conseguiram-no: na 26.ª jornada venceram o Riba D´Ave por 11-4 e beneficiaram do empate no dérbi lisboeta (5-5).


O FC Porto bem mereceu este título, depois que durante a época muito foi prejudicado por arbitragens e órgãos do poder federativo, incluindo, por exemplo, no jogo terminado empatado com a Oliveirense, além da expulsão verificada e castigo que impediu Jorge Silva de disputar os últimos jogos, quando pelas imagens televisivas se vê que ele nada fez fora das leis do jogo, somando isso e mais à vitória que o Benfica tivera sobre a Oliveirense graças a escandalosa arbitragem.  Chegando-se ao momento decisivo assim, com tudo por decidir, mas num ambiente pouco favorável em que quem mais merecia vencer estava dependente de terceiros, do que o Sporting faria diante do Benfica no jogo final. Que acabou até já depois do jogo do Porto, quando os hoquistas azuis e brancos ficaram à espera, a olhar para a  assitência, ansiando pela reação dos apoiantes portistas... Mas por vezes o bem ainda consegue superar o mal, como agora felizmente aconteceu. E houve final feliz.


O jogo decidia um dos campeonatos mais nivelados dos últimos anos e talvez por isso o FC Porto, tido como claramente favorito frente ao Riba D´Ave, tenha acusado alguma ansiedade nos momentos iniciais da partida. Na procura por chegar rápido ao golo (tantas vezes fatal) os Dragões iam acumulando alguns erros de finalização pouco habituais, o que permitiu à equipa forasteira permanecer viva no jogo. E a verdade é que aproveitou da melhor forma essa fase inicial da partida, materializando praticamente a primeira oportunidade de golo. Tanto que  o jogador/treinador Hugo Azevedo inaugurou o marcador do Dragão Caixa. Curiosamente o golo pareceu ter feito bem ao FC Porto. A equipa reorganizou-se e a partir de então começou um novo jogo. Com os nervos de lado, manteve-se o domínio, mas apareceram os golos que antes teimavam em não aparecer. Segundos depois de desperdiçar um livre direto, Hélder Nunes, deixou de lado o jeito e usou a força para mostrar o caminho para o título, que Rafa voltou a descobrir dois minutos depois. O intervalo chegou com uma vantagem de 3-1.


Dez minutos do segundo tempo foi o que os Dragões precisaram para resolver praticamente a partida: Hélder Nunes e Gonçalo Alves, por duas vezes, alargaram a vantagem, primeiro para quatro golos (6-2), que depois aumentou para seis (8-2), numa altura em que a cabeça ia já pensando no que se poderia passar no pavilhão dos rivais.

A ténue reação do Riba D´Ave (8-4) não assustou os portistas, que num último fôlego conseguiram mais três golos, para fixarem o resultado final em 11-4. O FC Porto tinha cumprida a sua missão, mas havia ainda um minuto para se jogar em Alverca.


Um minuto de sofrimento e tensão máxima, numa comunhão entre adeptos, jogadores e equipa técnica, que terminou com uma explosão de alegria. Foi a alegria dos festejos do 22.º título da I Divisão para o FC Porto!


FICHA DE JOGO
FC PORTO FIDELIDADE-RIBA D´AVE, 11-4
Campeonato Nacional, 26.ª jornada
17 de junho de 2017
Dragão Caixa, no Porto
Árbitros: José Pinto e Manuel Fernandes

FC PORTO FIDELIDADE: Carles Grau (g.r.), Hélder Nunes (cap.), Reinaldo Garcia, Gonçalo Alves e Rafa
Suplentes/reforços, todos utilizados: Nélson Filipe (g.r.), Ton Baliu, Telmo Pinto, Vítor Hugo e Andres Zapata
Treinador: Guillem Cabestany

RIBA D´Ave: João Ferreira (g.r.), Tiago Pimenta, Nuno Pereira, Bruno Pinto e João Gomes
Suplentes: João Costa (g.r.), Afonso Ferro (g.r.), Ricardo Lopes, Daniel Pinheiro, Raul Meca e Vítor Moreira
Treinador: Hugo Azevedo

Ao intervalo: 3-1
Marcadores: Hugo Azevedo (7m), Hélder Nunes (8m, 22m, 33m, 49m), Rafa (10m), Gonçalo Alves (32m, 34m), Tiago Pimenta (33m), Reinaldo Garcia (39m), Vítor Hugo (42m, 48m), Ricardo Lopes (45m, 47m), Andrés Zapata (47m),
Disciplina: cartão azul a Bruno Pinto (8m)


Entretanto, e antes ainda, ao início da tarde deste mesmo sábado, a equpa B do FC Porto de hóquei em Patins também fez a sua parte:

- FC PORTO B de HÓQUEI EM PATINS também é CAMPEÃO NACIONAL DA TERCEIRA DIVISÃO


Depois de confirmada a subida, os Dragões garantiram o primeiro posto na fase de apuramento do campeão.

A equipa B de hóquei em patins do FC Porto sagrou-se este sábado campeã da terceira divisão nacional. A confirmação do título da formação orientada por João Lapo chegou após o triunfo sobre a Académica de Coimbra (por 5-0), no pavilhão Dragão Caixa, quando ainda falta disputar uma das seis jornadas da fase de apuramento do campeão em que, além dos azuis e brancos e estudantes, participam Sporting B e Alcobacense.

No jogo do título, os golos azuis e brancos foram apontados por David Zapata (2), Dinis Abreu (2) e Nuno Paiva.

Na fase decisiva da prova, e já depois de terem garantido a subida à segunda divisão nacional (onde vão disputar a Zona Norte), os portistas seguraram o título com quatro vitórias, um empate e zero derrotas, marcando 32 golos e sofrendo apenas 15, para já. Nuno Paiva, com 66 golos (dez na fase final), foi o melhor marcador dos Dragões na temporada, seguido por Dinis Abreu, com 48 (nove na fase final).

(Na derradeira jornada da prova os "bês" despedem-se da terceira divisão com novo jogo no Dragão Caixa, frente ao Alcobacense, que será de merecida apoteose.)

Há dias assim e este sábado foi sobre rodas, com a dupla vitória nacional no hóquei em patins!!


Armando Pinto
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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Livro “Santa Maria da Feira: Uma Terra de Dragões”


Mais uma grande obra histórico-literária de relação portista passou a existir no acervo cultural do mundo desportivo nacional, com o recente aparecimento do livro que retrata a ligação portista às terras e gentes Feirenses, ajudando no caso à preservação memorial do universo da realidade fenomenal que representa o FC Porto no seio de tanta gente – tal o que é consubstanciado no interessante volume impresso sob título “Santa Maria da Feira: Uma Terra de Dragões”, da autoria do historiador Roberto Carlos Reis.


Com efeito, o historiador feirense Roberto Carlos Reis apresentou recentemente, no dia 27 de Maio, o livro ‘Santa Maria da Feira: Uma Terra de Dragões’, tornado público em Nogueira da Regedoura no jantar comemorativo da conquista da Taça dos Campeões Europeus disputada no Pratter de Viena, sendo esse livro o número 31 da Coleção Santamariana da Liga dos Amigos da Feira, cuja receita das vendas reverte para a Liga Portuguesa Contra o Cancro. Obra que depressa ficou quase esgotada, sobretudo com a aquisição no próprio dia pelos muitos portistas presentes no jantar de convívio comemorativo da vitória grande de 1987, mas também pelos que entretanto se apressaram a deitar mãos e olhos a tão importante volume, e que inicialmente ficou disponível nalguns estabelecimentos da Feira, como ainda também nas Casas do Futebol Clube do Porto de Argoncilhe e de Fornos, bem como atualmente tem alguns dos poucos exemplares restantes também na loja do Museu do FC Porto (segundo se ouviu em recente entrevista no Porto Canal). Pensando-se que brevemente poderá haver uma 2ª edição, de modo a satisfazer os muitos interessados.


O livro na verdade é rico em narração memorial de tanta matéria que liga historicamente a região de Santa Maria da Feira ao FC Porto, desde ser o concelho das terras de naturalidade e residência de grandes valores da história do FC Porto como o guarda-redes Américo, 1º Baliza de Prata nacional, mais os ciclistas Mário Silva, Sousa Cardoso e famílias dos Sousas Santos, pai e filhos, e dos Carvalhos, avô Alberto e neto António, e tantos mais, incluindo futebolistas seniores e juniores, mais atletas de variadas modalidades, desde tempos remotos a eras atuais. Em cujo desenvolvimento está algo de alma pessoal também, com muita honra.


É efetivamente um livro muito bem feito, uma «magnífica obra», como reconheceu publicamente o presidente do FC Porto na noite de confraternização portista realizada no Centro Luso-Venezuelano, onde teve lugar o lançamento oficial do livro, no âmbito comemorativo dos 30 anos da primeira Taça dos Campeões Europeus do futebol portista. Um compêndio, num autêntico tratado da afetividade da região da antiga Vila da Feira e atual Santa Maria da Feira perante o fenómeno clubista FC Porto. 

Algo que deve ser levado em consideração por outras comunidades portistas onde existam Casas-Delegações do FC Porto como elétrodo sensor do pulsar das pessoas relacionadas, pois com um levantamento de cada interligação local poderá ficar melhor assinalada toda e qualquer memória que mereça passar ao conhecimento, na perpetuação dos tempos. Num mini enquadramento de mega junção, como seria para o engrandecimento do todo que é quanto seja FC Porto. Mesmo porque normalmente o que há escrito relativo ao FC Porto quase que versa apenas sobre futebol, ficando esquecidos tantos factos respeitantes às diversas modalidades do ecletismo histórico do FC Porto, além que na maioria dos casos apenas com cópias sucessivas, sem desenvolvimento por quanto deve ser preservado, pois tudo o que foi vivido e conquistado deve permanecer na memória portista.


Está pois de parabéns o historiador portista Roberto Carlos Reis e também o mentor dessa existência, o sr. Alvarinho Sílvio Moreira, grande timoneiro da Casa do FC Porto de Caracas, que teve a ideia de desafiar o autor do livro, por assim dizer, à concretização de tal desiderato. Então, tal como o famoso cantor brasileiro do mesmo nome, Roberto Carlos, há muitos anos entoou ao longe, “de que vale o céu azul e o sol sempre a brilhar”… se o Porto não vier ao coração de todos os que há muito ficamos sempre a esperar… mais e melhor.


Ora, o português Roberto Carlos já tem retorno afetivo de ter valido a pena todo o seu trabalho. Como frisou, que “só a frase que (Nuno Pinto da Costa) redigiu no livro com o seu punho já é motivadora”,  em afirmação confirmada a preceito ao periódico Correio da Feira pelo historiador e autor do mesmo livro, sobre a dedicatória de Pinto da Costa, colocada pela mão do presidente do FC Porto no respetivo volume publicado. Tal qual aqui lhe queremos também manifestar, que gostamos muito deste seu livro. Tanto que queremos dizer a todos os portistas: - Venham mais, assim!


Armando Pinto
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segunda-feira, 12 de junho de 2017

FC Porto Campeão Europeu de Bilhar às Três Tabelas !!!


FC Porto é brilhante Campeão Europeu de Bilhar de Carambola às 3 tabelas.


O FC Porto sagrou-se mais uma vez titular do velho continente: É campeão Europeu de Bilhar – sendo o primeiro clube português a fazer essa carambola!


Então, com esta conquista, o FC Porto faz história ao vencer a Taça de Clubes da Europa de Bilhar, através da vitória do quarteto portista, com os quatro magníficos bilharistas dragões a triunfarem na final sobre os turcos do Gaziantepspor por 3-1 e então conquistaram o primeiro título europeu de sempre a nível coletivo.


À quarta organização desta prova em Portugal, desta vez nas instalações da Academia de Bilhar do FC Porto, com lugar no Estádio do Dragão, realizou-se a Taça da Europa de Clubes de bilhar às três tabelas, de 8 a 11 de junho, entre as oito equipas apuradas para a mesma fase final, divididas por dois grupos, havendo passado às meias-finais os dois primeiros classificados de cada um. No grupo A estiveram o Gaziantepspor (da Turquia e campeão europeu em título até ao final do mesmo campeonato), o BK Grondal (Dinamarca), o Buffalo (Holanda) e o BC Deurne (Bélgica), enquanto o FC Porto esteve inserido no grupo B, juntamente com Morangis (França), Gunduz Spor (Turquia) e Varde BK (Dinamarca). Anteriormente, em seis dezenas de edições da Taça da Europa, o FC Porto já subira dez vezes ao pódio, tendo conquistado quatro medalhas de prata e seis de bronze, mas nunca nenhuma equipa portuguesa conquistara o título.


Agora foi de vez. Diante do público da Invicta e como grande prémio a mais uma excelente organização a cargo do F C Porto.


Com efeito o FC Porto conquistou este domingo 11 de junho a Taça da Europa de Clubes de bilhar às três tabelas, pela primeira vez na história do clube e do bilhar português, ao bater na final o Gaziantepspor por 3-1. O quarto jogo nem chegou a terminar, quando o jovem João Ferreira alcançou os pontos necessários, no jogo da sua mesa quatro, uma vez que assim os azuis e brancos já eram campeões.


Finalmente o FC Porto conquistou o ambicionado título após triunfo sobre o Gaziantepspor, na final, depois de ter assegurado no sábado um lugar na meia-final da Taça da Europa de clubes de bilhar às três tabelas, após ter vencido o Grupo B com três triunfos em três jogos. O acesso à final foi depois discutido com os dinamarqueses do Gröndal, cabendo por fim o embate decisivo diante dos turcos que detinham o cetro de anteriores campeões.


O FC Porto é então o novo Campeão Europeu de bilhar às três tabelas. Depois de 10 medalhas anteriormente obtidas em lugares do pódio (quatro de prata, como vice-campeões, e seis de bronze), ao fim de onze anos, à 11ª vez em que os representantes do FC Porto discutiram os lugares cimeiros da mais importante prova europeia de clubes, sendo esta a 5ª final disputada, finalmente os Dragões alcançam o 1º lugar e tornaram-se na primeira formação portuguesa a conquistar o mais importante troféu de clubes do continente europeu, a Taça da Europa de Clubes. Na final, numa reedição do jogo decisivo de 2016, os Dragões “roubaram” o troféu que estava na posse dos turcos do Gaziantepspor.


Os resultados nas quatro mesas até começaram por ser favoráveis aos jogadores turcos, mas uma excecional ponta final dos portistas, em especial dos portugueses João Ferreira e Rui Manuel Costa, selaram o triunfo dos Dragões. Na mesa um, o campeão mundial Daniel Sánchez começou por levar a melhor sobre Tayfun Tasdemir (40-26), mas poucos minutos depois os turcos empatariam o marcador graças ao triunfo de Coklu frente a Torbjörn Blomdahl (40-22).


O triunfo dos Dragões acabou por ser garantido na mesa quatro, por João Ferreira, que se impôs a Salman por 40-25 . A última carambola do jovem jogador português fez explodir de alegria a Academia de Bilhar do FC Porto, numa altura em que na mesa três o campeão nacional Rui Manuel Costa liderava frente a Capak por 34-30. Estava conseguida a vitória, na soma de pontos conquistados, por contagem de maioria total absoluta de carambolas.


Está pois de parabéns o Bilhar do FC Porto e essa modalidade em Portugal, graças ao FC Porto e aos homens do bilhar portista. Sendo a secção do bilhar azul e branco um departamento sui generis, como há muito foi sendo demonstrado pelas organizações levadas a cabo de fases finais de campeonatos e taças internacionais, por entre grandes dedicações que ao longo dos anos serviram o desporto bilharista. Apesar de ser um jogo de sala e naturalmente sem grandes assistências, além de em certa medida ser visto como de elites, atendendo a não ter muitos praticantes de alta competição, é porém uma arte ao alcance mais de gente dotada para o manejo dos tacos, visão de jogo e tudo o que lhe é inerente. E sobretudo é uma modalidade das poucas que trouxe para Portugal conquistas internacionais importantes e deu ao FC Porto títulos europeus. Sendo assim o Bilhar, na variantes às três tabelas, a terceira modalidade que carambola mais um título europeu coletivo na coleção europeia do FC Porto, depois do futebol e do hóquei em patins; enquanto noutro plano internacional se junta a essas modalidades de bola também mais as das corridas a pé e do desporto das bicicletas, tendo no atletismo sido conquistada a medalha de ouro olímpica e outras pela Fernanda Ribeiro, mais os títulos europeu e mundiais da Aurora Cunha; assim como no ciclismo, olhando a já ter havido vitórias em provas oficiais além fronteiras, desde a Clássica 9 de Julho de São Paulo, no Brasil, ganha em 1957 pelo ciclista Artur Coelho, até à vitória de Raúl Alarcón já esta época de 2017 na Volta às Astúrias, em Espanha. Além de anteriormente o bilhar portista já ter tido campeões individuais, por meio dos títulos europeus e mundiais conquistados por bilharistas representantes do FC Porto ao tempo dessas vitórias, como Daniel Sánchez, Torbjörn Blomdahl e Dick Jaspers. Chegando agora a vez do Bilhar da Academia do Dragão dar a sua maior tacada com a conquista da Taça da Europa de Clubes, sendo o FC Porto Campeão Europeu igualmente em Bilhar.


Remontando a 1940 o início da atividade regular do Bilhar no FC Porto (conforme está indicado oficialmente no Anuário do FC Porto "O Dragão no Mundo", com palmarés até 2004; de cuja edição para as filiais e delegações do FCP se junta imagem da respetiva página - ao lado), foi contudo anterior a sua prática no clube, embora inicialmente apenas a título pessoal por alguns associados, como lazer de passatempo e convívio. Depois disso começou alguma atividade mais a sério, como rezam as crónicas, na era de Alfredo Ferraz (homem que chegou a campeão do mundo de Fantasia Clássica), Portugal da Mata (bilharista de Craveira mundial), Manuel Braga, José Ferreira de Almeida e Carlos Lopes. Volvidos tempos, em 1958, houve um movimento de que resultou a reorganização da secção, por iniciativa duma Comissão Administrativa da chamada Associação Portuense dos Amadores de Bilhar, entidade que dirigiu convite ao FC Porto para o clube colaborar na fundação de um novo organismo dirigente da modalidade. Aceite o desafio, o clube tomou então parte ativa na fundação da Associação de Bilhar do Porto, concorrendo a todas as provas organizadas pela mesma associação, de tal forma que o FC Porto venceu mesmo o 1º Campeonato do Porto a 3 tabelas. Sendo Alfredo Ferraz o grande impulsionador, enquanto viveu na cidade do Porto, de onde era natural, tendo depois passado a residir em Lisboa. Facto que, com a transferência do principal nome da modalidade no clube, o bilhar sentiu passageiro esmorecimento. Sendo mais tarde reavivado por Tavares Bastos, revelado um timoneiro de estirpe, assim como Jacinto de Sousa, etc.

= Um trofeu significativo do historial do Bilhar do FC Porto: Taça do II Match FC Porto-Peña Bilharista/Madrid 1980 =

Enquanto isso, no decurso dos tempos, um bom punhado de nomes ficaram associados às boas tacadas do desenvolvimento e conquistas que o bilhar portista foi amealhando, ilustrando-se a valia da secção em gente como uns José Mafra Estrela, Ilídio Gomes, Abílio Cruz, Augusto Germano, Fernando Isidoro, Hernâni Araújo, Luís Azevedo, Oldemiro Rua, Joaquim Mourato, Ribeiro Pinto, Rocha Ferreira, Manuel do Rio, Jorge Rebelo, Manuel Sousa, Mário Machado, Wilson Neves, Fernando Cunha, Alípio Jorge, Manuel Santos Oliveira, Dick Jaspers, Rui Manuel Costa, Daniel Sánchez, Torbjörn Blomdahl e o jovem talentoso João Ferreira que deu a tacada final na vitória ora conseguida no segundo domingo de junho do ano de 2017.

= Alípio Jorge Fernandes, Responsável pela Secção de Bilhar do FC Porto, bem mereceu esta grande vitória que tanto desejou e sentiu, tal a extensiva alegria, quão festejada efusivamente foi – como demonstra o instantâneo fotográfico da apoteose histórica.=

Armando Pinto
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