Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

sábado, 29 de julho de 2017

Recordando o 1º Campeonato Nacional de Seniores do Hóquei em Patins do FC Porto…


O FC Porto estivera por diversas vezes prestes a conseguir vencer o Campeonato Nacional de Hóquei em patins em seniores, mas esse título nacional escapara-se entretanto por entre os dedos que seguravam os setiques em rinque e das mãos que se erguiam entre a assistência. Da única vez que os hoquistas da equipa principal o FC Porto haviam conquistado o Campeonato do continente português a prova ainda se chamava Metropolitano, ao tempo da existência das províncias ultramarinas. E já depois, desde que passou a disputa a ser entre equipas do retângulo alongado do Minho ao Algarve, também o primeiro lugar do campeonato fugira por uma unha negra, como no tempo daquela equipa de Cristiano, Chalupa e Cª em que numa jornada final dupla, com dois jogos seguidos num mesmo fim se semana, depois de no penúltimo jogo a equipa portista ter vencido categoricamente o Benfica no pavilhão das Antas a abarrotar de público entusiasmado, em plena noite da festa portuense do São João, foi por fim perdido o campeonato no dia seguinte inesperadamente em jogo com uma equipa que não disputava o primeiro lugar. Entre alguns exemplos de ocorrências. Enquanto o clube já conquistara campeonatos nacionais de hóquei patinado em juvenis e juniores, só que em seniores ainda não. Eis aí que chegava o Campeonato principal de 1982/83 à última jornada com mais outra hipótese de conquista, pairando no ar grande expetativa e dentro do pavilhão das Antas um quente ambiente de nervoso miudinho e ânsia de explosão emocional. Estava-se em finais de julho, mais precisamente no último sábado do derradeiro fim de semana do mês mais quente do verão de 1983.


À época o FC Porto passava por momentos de revigoramento, volvidas antigas fases e entrada a era de Pinto da Costa na presidência, a pontos que até o hóquei do FC Porto já conquistara a Taça de Portugal e a internacional Taça das Taças. Mas faltava ainda o Campeonato Nacional de seniores. Até que então, nesse último sábado de julho de 1983 veio enfim a conquista do campeonato. Era a equipa portista treinada por Vladimiro Brandão, a secção estava já dirigida por Ilídio Pinto, no plantel despontavam os Vítores Hugo e Bruno, com as balizas bem guardadas por Castro e Domingos Guimarães, enquanto o jogo passava por uns Vale, Reis, Alves, Fanã e demais, num bom lote de hoquistas prontos a rolarem nos recintos – conforme se pode ver pela pose de conjunto do "oito" mais utilizado e do plantel total com as respetivas faixas de campeões.


Dessa jornada final inesquecível, por tudo e mais alguma coisa, se dá conta aqui a recordar tal jogo decisivo, por meio de excertos de reportagem do então jornal desportivo Gazeta dos Desportos, publicado à época em poucos dias por semana, na edição mais próxima a essa conquista azul e branca, de gratas recordações.


Armando Pinto
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